segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Governo "conseguiu a proeza de não agradar a ninguém, nem a sindicatos, nem a patrões", diz José Gomes Ferreira


O comentador da SIC, José Gomes Ferreira, analisa aos novas medidas de austeridade, considerando que o Governo "conseguiu a proeza de não agradar a ninguém, nem a sindicatos, nem a patrões".


Veja video aqui 




Fonte - SIC Notícias 

Governo cria linguagem para justificar medidas de austeridade


O documento, que ensina os ministérios a justificarem medidas de austeridade, foi enviado logo na sexta-feira, dia do anúncio pelo primeiro-ministro, e dá instruções aos assessores de como lidar com a pergunta "é um novo aumento de impostos?". 
A encabeçar a lista de argumentos que os ministérios devem reproduzir para justificar as mexidas na Taxa Social Única, o Governo privilegia "o combate" ao desemprego. Fruto da melhoria das condições de tesouraria das empresas.
Além disso, os responsáveis pelo 'passa a palavra' devem também salientar o facto do aumento da TSU para os trabalhadores "reequilibra as contas para a Segurança Social, preservando o futuro, pensões, reformas, acesso aos mais desprotegidos da sociedade, e reforço de verbas para o desemprego".
Apesar de não apresentar contas sobre o verdadeiro impacto das medidas, o Governo mostra trabalho de casa ao comparar vários países no que toca às contribuições para a segurança social por parte dos patrões.
"As empresas deixam de ter a seu cargo a maior fatia das contribuições da segurança social", à semelhança do que se passa na Alemanha.
Se a questão incidir sobre a "insensibilidade social" das medidas, deve ser dito que "os trabalhadores do sector privado e do sector publico de menores rendimentos serão protegidos por um crédito fiscal em sede de IRS, por intermédio do qual terão ou uma redução do imposto a pagar, ou uma devolução maior" e que "os parceiros sociais terão um contributo muito importante a dar na definição do esquema mais adequado".
E há a instrução para recusar a medida como um novo aumento de impostos. O que deve ser dito é que "as contribuições dos trabalhadores sobem, mas as contribuições das empresas descem. Como um todo, a economia não fica mais sobrecarregada com impostos/contribuições. Isso é que é importante salvaguardar". ~

Gabriela regressa a Portugal 35 anos com nova versão

Depois de ter estreado em Portugal há 35 anos, tendo como principal protagonista Sónia Braga chega novamente a Portugal o remake de uma das novelas mais acarinhadas por todos. Estreia hoje na SIC, logo após a novela Dancin Days  e desta vez, é Juliana Paes que tem o dificil papel de conquistar novamente os portugueses. 

Gabriela conta a história de uma rapariga que Nasceu no sertão nordestino. Gabriela é um espírito livre. Representa a mudança dos tempos, a evolução político-social do mundo. Ao chegar a Ilhéus é contratada por Nacib (Humberto Martins), dono do bar Vesúvio, com quem viverá um romance. É uma exímia cozinheira. Será a mulher mais desejada da cidade. 

Cidadão Passos lamenta-se no Facebook


O primeiro-ministro publicou hoje uma mensagem no seu mural da rede social Facebook reiterando que as medidas de austeridade que anunciou na sexta-feira "representam um passo necessário e incontornável no caminho de uma solução real e duradoura".
Na mensagem, Pedro Passos Coelho dirige-se aos portugueses chamando-lhes "amigos" e afirma que esse foi "um dos discursos mais ingratos que um primeiro-ministro pode fazer": ter de "informar os portugueses, que têm enfrentado com tanta coragem e responsabilidade este período tão difícil da nossa história, de que os sacrifícios ainda não terminaram".
"Não era o que gostaria de poder vos dizer, e sei que não era o que gostariam de ouvir", acrescenta.

"Não baixaremos os braços"


"Queria escrever-vos hoje, nesta página pessoal, não como primeiro ministro mas como cidadão e como pai, para vos dizer apenas isto: esta história não acaba assim. Não baixaremos os braços até o trabalho estar feito, e nunca esqueceremos que os nossos filhos nos estão a ver, e que é por eles e para eles que continuaremos, hoje, amanhã e enquanto for necessário, a sacrificar tanto para recuperar um Portugal onde eles não precisarão de o fazer", assegura.
O chefe do executivo PSD/CDS anunciou na sexta-feira mais medidas de austeridade para 2013, que têm gerado um coro de protestos generalizado.

Portugal é um "exemplo"


Na mensagem hoje publicada na sua página do Facebook, o primeiro-ministro sublinha que Portugal "é hoje um exemplo de determinação e força", e que "esse é o resultado direto dos sacrifícios que todos temos feito", contrapondo, embora, que "para muitos Portugueses, em particular os mais jovens, essa recuperação não tem gerado aquilo que mais precisam neste momento: um emprego".
"Quem está nessa situação sabe bem que este é mais do que um problema financeiro - é um drama pessoal e familiar, e as medidas que anunciei ontem [sexta-feira] representam um passo necessário e incontornável no caminho de uma solução real e duradoura", afiança.
"Vejo todos os dias o quanto já estamos a trabalhar para corrigir os erros do passado, e a frustração de não poder poupar-nos a estes sacrifícios é apenas suplantada pelo orgulho que sinto em ver, uma vez mais, do que são feitos os portugueses", observa.
A concluir, deixa um "obrigado a todos" e assina só com o nome próprio, Pedro

"Problemas atingiram níveis inimagináveis", diz Jerónimo


O secretário-geral do PCP disse hoje que passado um ano de Governo PSD/CDS, "a dimensão dos problemas atingiu níveis inimagináveis" e não se resolveu a questão do défice e da dívida, acusando o primeiro-ministro de "descaramento inacreditável" ao anunciar mais austeridade.
"Dissemo-lo e a vida confirma-o. A dimensão dos problemas atingiu níveis inimagináveis. Se o país há muito estava mal, tudo ficou pior", disse Jerónimo de Sousa, na Quinta da Atalaia, no Seixal, durante o comício de encerramento da Festa do Avante! deste ano, depois de lembrar que há um ano, neste mesmo comício, tinha avisado que o acordo da ajuda externa assinado com os credores internacionais "não era um programa de ajuda, mas um pacto de agressão ao país e aos portugueses".
O líder dos comunistas portugueses sublinhou que o Governo PSD/CDS pediu "sacrifícios atrás de sacrifícios" mas "nem um só problema do país [ficou] resolvido".
"Nem aquele com que justificavam esta ação destruidora e este ataque brutal à vida dos portugueses: o controlo do défice das contas públicas. As metas do défice, em nome do qual este Governo pôs o país a ferro e fogo não vão ser resolvidas", acrescentou Jerónimo de Sousa, considerando que se trata de "um fracasso em toda a linha".

Medidas continuarão a agravar problemas


"Temos o país no fundo, défice por resolver e dívida a aumentar 6,6 milhões de euros", insitiu.
Para Jerónimo de Sousa é, por isso, um "descaramento" o recente anúncio de mais austeridade: "Agora, aí os temos a dizer que nem tudo correu como previam. E com um descaramento inacreditável a anuncia novas e mais brutais medidas, em nome da solução dos problemas que deliberadamente agravaram e continuam a agravar", afirmou.
"Ultrapassando tudo o que era imaginável e todos os limites da desfaçatez e do cinismo, acabámos de ver o primeiro-ministro, Passos Coelho, com ar pungente, a anunciar um descarado roubo nos salários dos trabalhadores e reformados, em nome do combate ao desemprego", acrescentou, perante os milhares de pessoas que enchiam o recinto envolvente do Palco 25 de Abril da Quinta da Atalaia.
Foto - José Sena Goulão/Lusa

domingo, 9 de setembro de 2012

Menos alunos no Ensino Superior este ano


Cerca de 90% dos candidatos ao ensino superior entraram na Universidade, com 40.415 alunos colocados na primeira fase, o número mais baixo dos últimos seis anos, indicam os dados do Ministério da Educação e Ciência.
Neste ano letivo, o número de candidatos - 45.078 - foi também o mais baixo dos últimos seis anos, ficando por colocar 4.663 alunos, segundo os números hoje divulgados.
O número de colocados desceu em relação a 2011/2012, quando 90,5% das vagas ficaram preenchidas na primeira fase.
Na primeira fase entraram este ano 89,6% do total de candidatos; destes, 54% entraram no curso que escolheram como primeira opção, menos quatro por cento que no ano letivo passado.
Dos colocados, 21% entrou para a segunda opção escolhida e 12% para a terceira opção.

Ficaram por preencher 12306 vagas


Das 52.298 vagas disponíveis este ano, ficaram por preencher 12.306, o número mais alto desde 2005. As vagas utilizadas atingiram as 39.992, com 423 adicionais.
O Ministério esclareceu num comunicado que acompanha a divulgação dos resultados que 162 das vagas adicionais foram criadas para admitir alunos do ensino recorrente que recorreram aos tribunais e que entraram na Universidade só com as notas finais do secundário, sem fazer exames nacionais.
Os números de acesso à primeira fase do concurso estão disponíveis na página de Internet da Direção-Geral do Ensino Superior, em http://www.dges.mctes.pt .

Universidade do Porto é a mais concorrida e com notas de acesso mais altas


A Universidade do Porto foi a instituição de ensino superior mais procurada no concurso de acesso ao ensino superior deste ano, com mais de 7400 candidatos para 4160 vagas, 99% das quais ficaram já preenchidas.
Segundo dados hoje divulgados pelo Ministério da Educação e Ciência, de um total de 1122 cursos com vagas abertas em todas as instituições de ensino superior do país, 559 já estão completos mas outros 57 não tiveram qualquer candidatura.
Os cursos de Medicina da Universidade do Porto tiveram as notas mínimas mais altas de todo o espetro dos cursos superiores: 18,35 valores, o que já vem sendo tradição nos concursos de acesso à universidade.
De sete cursos com nota de entrada superior a 18, só dois não são de Medicina: Bioengenharia e Arquitetura, ambos da Universidade do Porto. Em 28 cursos, não foi preciso ter nota positiva para entrar, entre os 9,96 valores (em 20) do curso pós laboral de Turismo da Escola Superior de Educação de Coimbra e os 9,5 do curso de Gestão Informática da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Lamego.
Como se verificou em anos anteriores, as vagas nas escolas superiores de enfermagem de Coimbra, Lisboa e Porto ficaram completamente preenchidas nesta primeira fase, incluindo as vagas adicionais criadas, o mesmo acontecendo na Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril.
Em contraste, o Instituto Politécnico de Portalegre apenas preencheu 33% das 618 vagas abertas e o Politécnico de Tomar não foi além de 27% das suas 610 vagas. Em Bragança, só 30% das 1873 vagas do Politécnico local foram preenchidas.
Direito na Universidade de Lisboa, com 452 colocações, volta a ser o maior curso a nível nacional, seguido de Direito em Coimbra (334 colocados).

Fonte - Expresso
Foto - António Pedro Ferreira

Seguro deixa implícito chumbo do Orçamento


O secretário-geral do PS, António José Seguro, assegurou hoje que o PS "não pode pactuar" nem será "cúmplice do caminho de austeridade" seguido pelo Governo, garantindo que isso terá consequências na votação do Orçamento de Estado para 2013.
"O PS não pode pactuar com um caminho de que discorda. Assim não. O Governo não muda, esticou a corda e o PS prefere um caminho alternativo. Não somos nem seremos cúmplices das políticas erradas do atual primeiro-ministro", afirmou o líder socialista, na Universidade de Verão do PS, em Penafiel.
Numa primeira reação às medidas anunciadas na sexta-feira pelo primeiro-ministro, António José Seguro lembrou que o Governo tem insistido "na política que se tem revelado um fracasso" e que assim o "país não vai lá".
"É tempo de separar as águas de um modo mais claro. Avisei várias vezes que a austeridade do 'custe o que custar' está a aumentar a pobreza", referiu.

"O caminho do Governo não é o caminho do PS" 


No seu entender, "quando o primeiro-ministro opta pelas medidas [que anunciou na sexta-feira], não pode ignorar o que o PS tem dito e as consequências que terá na votação do Orçamento de Estado para 2013".
Segundo o secretário-geral socialista, "o caminho do Governo não é o caminho do PS e da maioria dos portugueses".
No final da declaração política que fez na Universidade de Verão, o líder do PS não esclareceu os jornalistas sobre se o partido irá votar contra o orçamento. "Não tenho nada a acrescentar, as minhas palavras foram muito claras", disse à comunicação social.
No seu discurso perante dezenas de militantes do PS da zona do Porto, que encerrou a Universidade de Verão realizada por aquela federação distrital, António José Seguro destacou que as medidas de austeridade anunciadas na sexta-feira por Pedro Passos Coelho "ultrapassam todos os limites" e visam "tapar os buracos da política do primeiro-ministro".
"O Governo ataca os trabalhadores, provocando o agravamento das injustiças e desigualdades sociais", disse, frisando que o aumento anunciado da Taxa Social Única (TSU) "penaliza mais os portugueses que menos recebem".

"Teimosia" de Passos 


Muito aplaudido pelos militantes, Seguro criticou a "teimosia" do primeiro-ministro em seguir uma receita com resultados conhecidos: "mais desemprego, menos economia, mais dívida pública, mais falências e nem sequer o objetivo do défice foi alcançado".
Por isso, insistiu, o PS opõe-se às novas medidas e salientou haver outro caminho, com mais tempo para consolidar as contas públicas.
António José Seguro sublinhou que o primeiro-ministro está "isolado na defesa ideológica" de uma política de empobrecimento do país e que "também na Europa o Governo está isolado na defesa de uma linha que ninguém se atreve a defender, nem mesmo no BCE [Banco Central Europeu]".
O socialista apontou, aliás, o "falhanço político" de Pedro Passos Coelho "ao excluir-se de um novo consenso político europeu" e lembrou que, ao contrário do Governo, há um ano que o PS defende um papel mais ativo do BCE. "O primeiro-ministro sempre se opôs e agora vem congratular-se", criticou o líder socialista.
António José Seguro considerou que, perante "o fracasso" do Governo, "os portugueses exigem que o PS seja a alternativa política". "Nós somos a alternativa responsável a este Governo e a esta maioria", concluiu.

Foto - José Sena Goulão/Lusa