terça-feira, 2 de outubro de 2012

Diretor da RTP2 'bate com a porta'


O jornalista Jorge Wemans pediu a demissão do cargo de diretor da RTP2 por discordar da nova linha de produção, pedido que foi aceite pelo conselho de administração, adiantou hoje à agência Lusa fonte oficial da RTP.
Em comunicado, o conselho de administração diz ter recebido e aceitado o pedido de demissão de Jorge Wemans e agradeceu os serviços prestados pelo jornalista no cargo que ocupava desde 2006.
"No âmbito das suas competências, o conselho de administração decidiu já solicitar parecer à Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) para a nomeação de Hugo de Andrade Rodrigues, atual diretor da RTP1 e RTP Memória, para o exercício deste cargo em acumulação", refere o comunicado.
Contactado pela agência Lusa, Jorge Wemans confirmou que apresentou a demissão do cargo de diretor da RTP2 à administração da empresa por discordar das futuras linhas de produção daquele canal enquanto serviço público de televisão. "O que está em causa verdadeiramente é o que em termos de televisão e de serviço público a RTP vai oferecer aos portugueses. E essa é a razão do meu pedido de demissão", disse à Lusa Jorge Wemans.

Serviço público em causa


O jornalista explicou que, neste momento, "não tem razões nenhumas para crer que o serviço público que a RTP vai oferecer no futuro dê guarida ao que tem sido o essencial das linhas de produção e de emissão e programação da RTP2 nos últimos anos".
O jornalista disse que o que está aqui em causa não é o que se pretende fazer com a RTP, mas sim com os conteúdos que vão ser oferecidos ao público e como vão ser organizados no futuro.
"Espero que os conteúdos que vão ser oferecidos ao público sejam organizados de forma a que o serviço prestado pela RTP continue a ser culturalmente relevante, capaz de dialogar com a sociedade portuguesa e importante para a formação dos jovens", afirmou, realçando também o papel de todo o "conjunto de atores e criadores culturais que a RTP acolhia e estimulava e com quem tinha uma relação muito próxima, principalmente na área de produção de documentários".
Jorge Wemans lembrou a agenda e o debate cultural da RTP2, a ficção estrangeira de qualidade, a produção nacional de documentários e curtas, os programas infantis e a produção nacional para os mais novos.
"Como acho que estes diversos aspetos é que tornam o serviço público de televisão culturalmente relevante, considero que neste momento os meus contributos para o futuro da RTP2 e da sua programação não estão a ser suficientemente acolhidos e, por isso, não me parece que faça sentido continuar a dirigir a RTP2", concluiu.
Jorge Wemans foi para a RTP2 em 2006, substituindo na direção do canal Manuel Falcão, que tinha pedido demissão devido às alterações previstas para o projeto da estação.
Diplomado pela Escola Superior de Jornalismo de Paris, Jorge Wemans foi subdiretor do semanário Expresso, esteve ligado à fundação do jornal "Público", no qual foi diretor adjunto, e foi diretor de Informação da agência Lusa.

Vítor Gaspar fala amanhã


O ministro Vítor Gaspar deverá divulgar as medidas que irão substituir a mudança na Taxa Social Única (TSU) numa conferência de imprensa agendada para amanhã, às 15h.
Um dia depois de Durão Barroso ter anunciado que a Comissão Europeia já tinha aprovado as alterações propostas pelo Governo português, fontes em Bruxelas revelaram ao Expressso que o recuo na subida da TSU será compensado, sobretudo, pelo lado orçamental e deverá assentar num aumento de impostos e carga fiscal. 
O porta-voz do ministro do comissário europeu dos Assuntos Económicos e Monetários Olli Rehn referiu ontem à Lusa que "o memorando de entendimento que incorpora as novas medidas foi acordado no final da semana passada com a Comissão e as outras instituições da troika".

sábado, 29 de setembro de 2012

'Manif' é de todos e para todos, defende CGTP


A CGTP está à espera de ter hoje muitos milhares de trabalhadores de todo o país no Terreiro do Paço, em Lisboa, naquela que prevê que venha a ser a maior manifestação dos últimos anos.
"De acordo com os dados que temos recolhido, tudo indica que esta manifestação possa ser a maior manifestação dos últimos anos", disse à agência Lusa o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos.
Trabalhadores de todo o país deverão deslocar-se hoje a Lisboa para participar na manifestação convocada pela CGTP, com o intuito de mostrar ao Governo o descontentamento dos portugueses perante as medidas de austeridade impostas e para defender novas políticas de desenvolvimento para o país.

115 autocarros saem do distrito do Porto


Só do distrito do Porto vão sair cento e quinze autocarros com mais de 6.000 trabalhadores com destino à manifestação nacional, além de algumas centenas de trabalhadores que vão viajar em viatura própria ou comboio.
Arménio Carlos disse à Lusa que vão chegar à capital muitas centenas de autocarros, sem conseguir avançar com um número certo dado que até ao final do dia de sexta-feira continuavam a chegar aos sindicatos pedidos de aluguer de transportes.
"Já temos um número incomparavelmente superior ao da manifestação de fevereiro", afirmou.

Participação de 300 mil pessoas  


A CGTP estimou uma participação de 300 mil pessoas na manifestação que realizou a 11 de fevereiro no Terreiro do Paço.
Arménio Carlos considerou positivo a realização, nos últimos tempos, de manifestações externas ao movimento sindical, nomeadamente a que se realizou no dia 15 de setembro.
"Queremos que todas as iniciativas cívicas tragam as pessoas para a rua, porque Portugal tem um défice democrático e precisa de mais intervenção cívica", afirmou.

"É preciso um novo rumo"


O sindicalista referiu ainda que a manifestação de hoje, embora tenha sido convocada pela CGTP, "é de todos e para todos os que estão descontentes com a situação do país".
"É preciso um novo rumo e novas políticas para o país e que todos lutem por isso", acrescentou.
O secretário-geral da Inter apelou a todos os que vão participar na manifestação para que o façam com "enorme civismo" porque "recorrer à violência, neste momento, seria a melhor prenda para o Governo".

Movimentos cívicos e polícias também vão juntar-se 


Vários movimentos sociais anunciaram que vão juntar-se à manifestação da CGTP, nomeadamente, os responsáveis pelo protesto de 15 de setembro - subscritores do apelo "Que se lixe a troika! Queremos as nossas vidas!" - e a Plataforma 15 de Outubro.
O PCP e o BE vão estar representados na manifestação promovida pela CGTP-IN com os dirigentes máximos dos dois partidos e todos os representantes de ambos os grupos parlamentares.
As forças de segurança também vão marcar presença no protesto através da Comissão Coordenadora Permanente (CCP) dos Sindicatos e Associações dos Profissionais das Forças e Serviços de Segurança, que integra elementos da PSP, GNR, Polícia Marítima, Guardas Prisionais, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e Serviço de Estrangeiros e Fronteiras.
A manifestação no Terreiro do Paço será precedida de um desfile, dos trabalhadores dos distritos de Lisboa e Setúbal, que parte da praça dos Restauradores.
Os manifestantes que vêm do resto do país concentram-se diretamente na Praça do Comércio, onde o secretário-geral da CGTP fará uma intervenção político-sindical por volta das 16h.

Passos Coelho prepara remodelação no Governo


O primeiro-ministro já percebeu que a pressão sobre o Governo e um Orçamento de Estado para 2013 altamente recessivo obrigam a jogar uma cartada política rapidamente.
Com a coligação e a paz social em risco e estando ele próprio desgastado por um pesado recuo político, o tema da remodelação foi puxado para a agenda, apurou o Expresso.
Fonte próxima do primeiro-ministro disse ao Expresso que o calendário para as mexidas na equipa estão em aberto, podendo acontecer "antes, durante ou após" a apresentação do Orçamento de Estado para 2013.
As mudanças vão além da susbtituição do ministro da Economia Álvaro Santos Pereira, mas não se sabe se o objetivo é partir os grandes ministérios e se Miguel Relvas (ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares) sai ou não do executivo. A remodelação pode levar Passos a alargar o minigoverno que apresentou há um ano.
Há quem aconselhe Passos a entrega da pasta da economia ao CDS-PP, possivelmente a Pires de Lima ou Lobo Xavier.  Para o lugar de Relvas são apontados nomes como Luís Montenegro (líder parlamentar do PSD), Carlos Coelho (eurodeputado), Jorge Moreira da Silva (primeiro vice-presidente do PSD) ou José Correia (ex-chefe de gabinete de Durão Barroso).

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Portugal não aguenta mais impostos

"Este caminho não está a resolver o défice e a dívida  e põe em causa a sustentabilidade da nossa economia", afirmou José Vieira da Silva no primeiro painel da conferência Portugal em Exame, subordinado ao tema "10 ideias para um pacto de crescimento".
Para o deputado socialista, a "sobredosagem da austeridade" está a ter consequências "dramáticas" na economia portuguesa.
"Com cortes na despesa e mais impostos só conseguimos até agora uma redução do défice irrisória", disse Vieira da Silva, sublinhando que esse caminho tem que ser invertido com coragem e com uma melhor utilização dos mecanismos disponíveis.
"Portugal não está a utilizar de forma plena os mecanismos de que dispõe ao serviço da Economia", acusou.
Também Augusto Mateus, presidente da Augusto Mateus & Associados, defendeu que a economia portuguesa tem que mudar.

Problema de competitividade "colossal"


"Como temos um problema de competitividade colossal, temos que mudar radicalmente a nossa economia", afirmou o antigo ministro, considerando ser vital uma maior abertura da economia e a reafetação dos recursos e dos incentivos futuros.
"A grande tarefa nacional é concentrar os recursos e não dispersá-los para sairmos desta crise", acrescentou.
Luís Mira Amaral, presidente do banco BIC Angola em Portugal, diz que a economia está "moribunda" e que uma das prioridades devia ser diminuir a despesa pública primária em metade em oito anos.
"O que está a sugar a riqueza do sector privado é o desequilíbrio do sector público. Não é preciso ser economista para perceber isso", declarou.
"Eu prefiro cortes na despesa, do que a subida dos impostos, uma vez que esta alternativa tem vantagem porque quando retomarmos o crescimento já estaremos com um endividamento mais baixo".

Conjuntura da zona euro


Carlos Tavares, presidente da CMVM, considerou , por sua vez, que a situação de Portugal tem que ser discutida no contexto da zona euro, que tem um "pecado original" que é colocar no mesmo espaço monetário países que tem níveis de riqueza e produtividade muito diferentes.
"Não há país fora da zona euro que tenha problema de dívida soberana. Temos que pensar nisso", sublinhou Carlos Tavares.
Opinião partilhada por Joaquim Pina Moura, presidente da Iberdrola Portugal, que apontou a situação espanhola como sendo "ameaçadora" para Portugal.
"Portugal é um país pequeno que depende de terceiros para o seu crescimento económico. É importante aqui, por isso, que se inove".


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/portugal-nao-aguenta-mais-impostos=f756192#ixzz27gMs4NuO

Capa do Crime esta semana


EXCLUSIVO "O CRIME" - MILHARES DE PORTUGUESES TÊM OS SEUS DADOS MÉDICOS E PRIVADOS EXPOSTOS NA INTERNET, naquela que é “a mais grave violação do sigilo médico” até hoje conhecida em Portugal. 
LEIA ESTE EXCLUSIVO E MUITAS OUTRAS NOTÍCIAS NO SEMANÁRIO "O CRIME", nas bancas quinta-feira.


quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Rui Nabeiro é o CEO com melhor reputação


Rui Nabeiro é o CEO com melhor reputação para os portugueses, de acordo com um estudo da GFK Metris, publicado pela revista Exame.
O fundador da Delta apresenta um índice de reputação de 35%, entre os 33 gestores das empresas que integram o PSI-20 e as companhias que lideram a lista das 500 maiores da Exame, que entram nesta avaliação.
Segue-se Alexandre Soares dos Santos, da Jerónimo Martins, com 30%, Paulo Azevedo com 29%, Belmiro de Azevedo, com 28%, e Francisco Pinto Balsemão, com 23%. 

No fim da lista surge Jorge Coelho, presidente-executivo da Mota-Engil, que obtém o pior índice de reputação (6%).

Notoriedade, liderança e gestão responsável


Belmiro de Azevedo lidera ao nível da notoriedade, seguindo-se Francisco Pinto Balsemão e Américo Amorim. Por seu turno, António Reffóios, Rodrigo Costa e José Silva Ramos surgem nas últimas posições.
No factor liderança, Alexandre Soares dos Santos é considerado o melhor presidente executivo, a que se seguem Paulo Azevedo, Rui Nabeiro, Belmiro de Azevedo e Zeinal Bava. Já Jorge Coelho é apontado como o CEO com a pior liderança.
Rui Nabeiro é visto ainda com o gestor mais responsável, seguindo-se Soares dos Santos, Paulo Azevedo, Belmiro de Azevedo e Pinto Balsemão. Faria de Oliveira aparece, por sua vez, na última posição.
O fundador da Delta surge também em primeiro lugar no fator "apelatividade da personalidade", enquanto Soares dos Santos, Paulo Azevedo, Belmiro de Azevedo e António Pires de Lima estão nos cinco primeiro lugares.
O estudo da GFK Metris teve como amostra 1033 pessoas e visou identificar a reputação, qualidades/defeitos e a comparação entre os CEO nacionais.