sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Capa do crime esta semana

"o Crime" - 29 Novembro 2012

> Toda a verdade sobre a demissão de Nuno Santos da RTP
> Referendo subversivo contra generais na GNR
> Inspectora da PJ usou almofada para silenciar 13 tiros contra a "avó"

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Cavaleiro Pedro Salvador apanhado com notas falsas


Detido pela GNR, o visado defende-se em declarações exclusivas a “o Crime”: “Fizeram uma tempestade num copo de água porque se tratava de uma figura pública, mas não se preocuparam em saber a verdade.”
O cavaleiro tauromáquico, Pedro Salvador, de 35 anos, residente em Marinhais, foi detido e identificado pela GNR, no passado dia 13 de Novembro, e posteriormente presente ao Tribunal de Vila Franca de Xira por se encontrar na posse de uma nota de 50 euros e de três notas de 20 euros falsas. A detenção ocorreu quando o cavaleiro tentou pagar, com a nota de 50 euros, o combustível que colocou na sua viatura no posto de gasolina da Repsol, junto à EN118. Além disso, teria também na sua posse uma arma de caça, não possuindo licença de uso e porte de arma. Segundo fonte policial, apenas a nota de 50 euros estava bem falsificada e as restantes três notas de 20 euros “eram facilmente identificadas até por um leigo”.
Pedro Salvador, em declarações exclusivas ao jornal “o Crime”, rebateu as acusações divulgadas em dois órgãos de comunicação social: “O que aconteceu foi inesperado até para mim e podia ter sucedido com qualquer pessoa e em qualquer lugar. Eu lido todos os dias com dinheiro nos meus estabelecimentos e confesso que não sei distinguir quando uma nota é falsa ou verdadeira.
Aliás, nem me preocupava com isso, porque achava que isso do dinheiro falso era mais conversa que outra coisa. Em relação à arma de caça ela está absolutamente legal e tenho uso e porte de arma podendo assim usá-la legalmente”.
Ao contrário do que foi divulgado publicamente, Pedro Salvador nega ter estado preso durante dois dias: “Eu nunca estive preso. Apenas fui identificado e prestei todas as declarações. Apresentei todas as provas estando sempre na minha casa. Respondi pelos meus actos perante o juiz de instrução do Tribunal de Vila Franca de Xira, no dia 15, tendo ficado provado que nada tive a ver com a falsificação do dinheiro”. O cavaleiro não esconde a sua mágoa com as notícias avançadas em alguns órgãos de Comunicação Social, nomeadamente pelo jornal Correio da Manhã: “A seu tempo os vários órgãos de comunicação social que avançaram com títulos sensacionalistas vão ser chamados a responder pelo que escreveram. Se isto acontecesse com uma pessoa que não fosse figura pública não teria grande impacto, mas como era eu o caso já foi diferente.
Não se preocuparam em saber a verdade, limitando-se apenas, no dia em que eu enviei um comunicado de imprensa a escrever três linhas”. Pedro Salvador não esquece os seus admiradores e à família: “Foram os pilares que me ajudaram a ultrapassar estes momentos difíceis e é nestas alturas que se conhecem as pessoas e se conhecem os verdadeiros amigos. Só tenho que agradecer todo o apoio pois é para eles que eu trabalho.” 

Entrevista em texto corrida escrito por Nuno Sotto Mayor 
Publicada no jornal Semanário, "O Crime"

domingo, 25 de novembro de 2012

Secret Lie arrasam no cine teatro de Almeirim num concerto de solidariedade para os Bombeiros de Almeirim

O cine teatro de Almeirim foi pequeno para albergar as cerca de 270 pessoas que se deslocaram ontem à noite para assistir a um concerto de solidariedade que tinha como cabeça de cartaz, Secret Lie - o mais recente grupo que está a ter um fenómeno gigantesco especialmente entre os mais jovens. 
Formados em 2011, os SECRET LIE têm Pedro Teixeira Silva (Corvos) como compositor, violinista e mentor do projecto. Nuno Correia (Forgotten Suns) baixo, Tiago Ramos (Império dos Sentados) bateria, Adelino Duarte (Sunset 91) guitarra, Cláudio Nunes (Corvos) violoncelo/piano, e Sara Madeira na voz, uma jovem de 17 anos que se estreia a frente duma banda, natural de Almeirim e estudante de teatro. 
Em entrevista ao blog Mundo do Jornalismo em parceria com o jornal Almeirinense minutos antes de o concerto arrancar Sara, visivelmente nervosa confessava em entrevista " estou um bocado nervosa porque vou dar um concerto na minha terra, com pessoas conhecidas, mas devo dizer que estou bastante feliz por estar aqui". 
Confessou ainda " isto para mim é um sonho tornado realidade porque estou a conseguir conciliar os estudos em teatro que é outra das minhas paixões, mas a música também é se algum dia tiver que optar vai-me ser bastante difícil". 
Este concerto para além de servir para apresentar a banda a quem ainda não conhecia serviu também para angariar fundos para ajudar os bombeiros voluntários de Almeirim. 
A noite ficou ainda marcada com uma presença especial do ator, Rui Porto Nunes que participou no video clip oficial da banda. Em declarações ao jornal Almeirinense e ao nosso blog referiu " estou muito feliz por estar aqui a apoiar a Sara que é um excelente pessoa e acima de tudo uma cantora extraordinária e ainda bem que a banda está a ter um sucesso enorme no público. Em relação à minha participação no videoclip foi muito boa e correu muito bem e só tenho que agradecer a todos por me terem convidado". 
Depois do concerto a festa continuou pela noite dentro no bar Finus em Almeirim que também não quis ficar de fora desta iniciativa. 

Video clip oficial da banda com a participação do ator Rui Porto Nunes


Escrito por: Nuno Sotto Mayor

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Capa desta semana no jornal " O Crime"

"o Crime" - Ministro da Administração Interna foi desautorizado na gestão da manifestação de 14 de Novembro. Carga policial podia ter sido evitada; Instituto de Meteorologia escondeu Tornado aos portugueses; e Processo Casa Pia em risco de cair no Constitucional. Estes e muitos outros temas para ler na edição do semanário "o Crime" desta semana


Dez anos de prisão por abusar de três primas


Pedófilo foi ainda condenado a pagar 20 mil euros de indeminização, mas continua a clamar a sua inocência.
O caso envolve um homem de 50 anos, residente na zona de Benavente que terá abusado de três primas menores que na altura teriam 9, 11 e 12 anos de idade. Estes crimes terão acontecido na sua maioria dentro da residência e outros ocorreram no carro ao longo de três anos.
No total, estava acusado de nove crimes por abuso sexual de três primas menores. Segundo o despacho da acusação do Ministério Público (MP), uma das vítimas - hoje com 16 anos - é sobrinha neta do arguido, com quem viveu com a mulher, em Benavente, entre os dois e os 12 anos, por decisão judicial.
De acordo com o MP, entre 2005 e 2008, o arguido terá cometido o crime em qualquer divisão da casa onde ambos viviam ou no carro em que este a transportava, desde que estivessem sós. Em 2005 a criança
tinha nove anos.
No verão desse ano, o homem foi sozinho buscar uma prima da menor para passarem duas semanas de férias. De acordo com o MP, terá acariciado a criança no percurso até casa e, durante o período das férias, alegadamente abusou da menor no sofá e no quarto da habitação.
Antes de regressar à casa dos pais, o homem terá dito à menor, que na ocasião tinha 11 anos, para não contar a ninguém o que tinha acontecido nessas férias, sustenta a acusação.
No verão de 2007 e antes do Carnaval de 2008, o arguido foi buscar uma sobrinha de carro, à data com 12 anos, para passar uns dias com ele, a mulher e a prima que o casal tratava como filha.
Nas duas ocasiões, o homem terá acariciado a menor e procurado que esta o acariciasse, tendo, num dos casos, aliciado a criança com 20 euros para que esta o deixasse tocar nas partes íntimas, refere a acusação.
Proximidade fatal
De acordo com o MP, o arguido conhecia a idade das três menores e aproveitava-se do facto de as mesmas permanecerem em sua casa e terem uma relação de proximidade entre si para praticar os crimes. A acusação acrescentou ainda que o homem sabia que tinha um especial dever de respeito para com a criança, em virtude de estar confiada à sua guarda por decisão judicial, depender de si economicamente, ser sua familiar e por tratá-lo como pai e à sua mulher como mãe.
A sentença foi lida no passado dia 25 de Outubro, quinta-feira, no tribunal de Benavente, onde o coletivo de juízes considerou que ficou provada em julgamento toda a acusação do Ministério Público, em que o arguido era acusado de cinco crimes de abuso sexual de crianças, de um crime de abuso sexual de crianças na forma tentada, dois crimes de abuso sexual de crianças agravado e de um crime de abuso sexual de crianças agravado na forma tentada. Para além dos crimes que ficaram provados o tribunal ordenou que o arguido custeasse as despesas do tribunal e condenou o mesmo a pagar uma indeminização no valor de vinte mil euros.
Em declarações ao nosso jornal, à saída do tribunal a advogada de defesa, Berta Charréu referiu “ o meu cliente continua a afirmar que é uma injustiça e relativamente a essa posição eu vou analisar o acórdão para depois apresentar um recurso dentro de 31 dias”. Em relação ao desfecho que esperava no final deste caso mencionou “ primeiro que tudo o meu cliente está transtornado com esta decisão e eu também pessoalmente.
Não estava a espera que ficassem provados todos os crimes e ainda foram acrescentados mais alguns, de qualquer forma eu esperava que conseguíssemos ilibar o arguido eliminando três crimes, mas tal não foi possível.
Agora é aguardar pela decisão do Tribunal da Relação”. Já para o advogado de uma das vítimas afirmou ao jornal “O Crime” à porta do tribunal “ a decisão que o tribunal acabou de ler vai de encontro ao que nós esperávamos que fosse o fim deste processo”. 
Familiares revoltados com a decisão do tribunal

Em conversa, ao nosso jornal sem direito a gravações os familiares do homem que acabou de ser condenado a 10 anos e três meses de prisão sentem-se revoltados com a situação e prometem lutar até as últimas instancias para provar que o coletivo de juízes está errado quando proferiu a sentença.
Vão aguardar agora a decisão do tribunal da relação deixando para mais tarde futuras declarações sobre o caso.

Escrito por: Nuno Sotto Mayor 
Publicado no jornal semanário, "O Crime"


Comandante da GNR de Marinhais agredido durante uma ronda


A agressão ao sargento de 40 anos aconteceu na passada quinta feira à noite, dia 18 de Outubro dentro do Bar. O motivo da sua entrada foi para alertar os responsáveis do estabelecimento que estava um carro na rua com o rádio ligado. Quando se identificou como GNR foi agarrado e agredido.
Segundo conseguimos apurar o comandante do posto, estava a fazer uma ronda pela localidade para ver se não havia problemas, coisa que costuma fazer habitualmente, mas encontrava-se à civil. O aviso não foi bem recebido partindo violentamente para a agressão.
Os agressores foram detidos no local pelos elementos da GNR de Marinhais que terão sido alertados pelos mesmo têm entre 21 e 36 anos e estão indiciados por furtos no interior de residências.
Os quatro homens que agrediram o comandante do posto da GNR de Marinhais, Salvaterra de Magos, ficam a aguardar julgamento em liberdade com a medida de coação de apresentações bissemanais às autoridades. O juiz que ouviu os arguidos em primeiro interrogatório decidiu também aplicar aos homens a proibição de contactarem uns com os outros.
Até ao fecho da nossa edição o jornal “O Crime” tentou contactar os responsáveis do bar para pedir esclarecimentos sobre este incidente que já não é o primeiro, mas não conseguimos pois, o telefone estava sempre impedido. Em relação ao comandante da GNR encontra-se de baixa médica.
Em entrevista ao CM, César Nogueira, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda está revoltado “o sentimento de impunidade nos agressores só potencia mais atos violentos como o de Marinhais”. Adiantou ainda que diariamente chegam ao sindicato queixas de militares que são agredidos. Há guardas que são verdadeiramente espancados e mesmo que haja detenções não sentem que a Justiça está do seu lado. A maior parte de quem agride os elementos das forças de segurança sai em liberdade”.
Agressões dentro do bar são frequentes
O Crime apurou que, também em junho de 2010, elementos da Autoridade Segurança Alimentar e Económica foram agredidos neste estabelecimento e salvos pela intervenção da GNR que teve de disparar tiros de intimidação . A confusão instalou-se quando a brigada da ASAE, constituída por dois inspetores, entrou no Bjecas Bar, na terça-feira à tarde, para uma ação de fiscalização a máquinas de jogo clandestino.

Escrito por: Nuno Sotto Mayor 
Publicado no jornal semanário " O Crime"

Tiroteio em Rio Maior fere duas mulheres

A cidade ficou em sobressalto quando duas mulheres, do bairro dos feirantes nos terrenos da antiga Mina do Espadanal, foram atingidas com tiros de caçadeira.
Uma das vitimas foi atingida na cabeça e a outra nas costas. O tiroteio ocorreu no passado domingo, 21 de Outubro, por volta das 21h30. O caso tornou-se ainda mais grave, dado que, se tratava de uma briga familiar que envolvia elementos de uma família de etnia cigana obrigando a GNR a montar um perímetro de segurança, através dos elementos de Brigada de Intervenção Rápida da GNR, controlando desta forma as entradas e saídas do bairro evitando mais confusão.
Para o Comandante do Posto da GNR de Rio Maior em declarações ao nosso jornal afirmou que “quando nós chegamos ao local as vitimas uma na casa dos 32 anos de idade e a outra no dos 40 já tinham sido encaminhadas para as unidades hospitalares e o nosso auto de notícia foi baseado nos depoimentos dos moradores que deram o alerta. Em relação aos intervenientes ainda se encontram em fuga, mas o que podemos adiantar é que os disparos ocorreram dentro e fora de casa das vitimas” Adiantou ainda a mesma fonte que “o primeiro agressor disparou sobre a mulher do tio e o filho dessa senhora respondeu com um disparo contra a mulher do primeiro agressor” O caso foi entregue à Policia Judiciaria.
Ao que o jornal “O Crime” conseguiu apurar as desavenças iniciaram-se porque um deles começou a falar do casamento do outro, que andava com problemas mal resolvidos.
Uma das mulheres, em estado menos grave, atingida nas costas foi assistida em Santarém. A outra, com ferimentos graves na cabeça, foi encaminhada para o Hospital Santa Maria, em Lisboa que segundo conseguimos apurar continua em estado crítico, mas não corre perigo de vida. 

Escrito por: Nuno Sotto Mayor 
Publicado no semanário, Jornal "O Crime"