domingo, 4 de agosto de 2013

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António Trigo arrecada o sétimo na categoria de canoagem no campeonato do mundo de juniores

O atleta de canoagem António Trigo, de Abrantes alcançou hoje o sétimo lugar na categoria de K2 200, onde participou na final campeonato do mundo de juniores que decorreu no canadá. 
O desportista representa o clube desportivo "os patos" de Abrantes. Recorde-se que ontem, o atleta passou à semi-final. 

Escrito por: Nuno Sotto Mayor

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Equipa de natação Sincronizada de Almeirim fica em nono lugar nocampeonato nacional em Loures

A equipa de natação sincronizada de Almeirim que pertence à associação 20 km ficou em nono lugar no campeonato nacional de natação que decorreu no passado fim de semana nas piscinas municipais de Santo António, em Loures Nesta competição participaram 176 atletas de todo país.
Daniela Teodósio foi 25ª na prova de figuras e 9ª na prova de esquema / solo, Maria Filipe Cruz foi 40ª na prova de figuras e 15ª na prova de esquema / solo e Maria Francisca Nascimento foi 38ª na prova de figuras e 15ª na prova de esquema / solo. 



“Não se trata de um “regresso” trata-se de assumir outras funções diferentes e o partido entendeu, que tinha as condições para ser o presidente da Assembleia”


Nelson Carvalho, esteve ao comando da autarquia de Abrantes 16 anos saindo em 2009. Está a candidatar-se agora em 2013 para ser o presidente da assembleia municipal de Abrantes pelo PS. 
Numa entrevista em exclusivo ao blog "Mundo jornalismo" fala da sua candidatura e como se sente com este convite. Acredita que o seu contributo pode contribuir para uma maior exigência e qualidade da democracia local. No entanto, teme que nas eleições a 29 de Setembro exista uma elevada abstenção derivado à desacreditação da classe política e da crise que se faz sentir.


 Mundo Jornalismo: Como se sentiu ao ser o escolhido pelo partido socialista para ser o cabeça de lista à assembleia municipal de Abrantes?
Nelson Carvalho: Satisfeito. Mostra que o PS contínua, como sempre, a confiar em mim. Continua a achar que tenho as melhores condições para contribuir para a comunidade abrantina presidindo ao seu órgão representativo e deliberativo. Continua a acreditar na minha capacidade de contribuir para a qualificação e aprofundamento da democracia local, a valorização da representação democrática e a participação dos cidadãos.
MJ: Aceitou logo ou ainda pediu um tempo para meditar sobre a proposta?
NC: Houve diversas conversas com tópicos diferentes. Claro que temos sempre que meditar, verificar a nossa disponibilidade e interesse, avaliar o que queremos fazer e o contributo que podemos dar. No início de 2013 exprimi a minha disponibilidade e vontade.
MJ: Sente-se confiante?
NC: Sim. Na continuidade da expressão da confiança dos cidadãos eleitores de Abrantes no Partido Socialista e nas suas equipas e projectos, mas também em mim próprio enquanto actor político que pode contribuir para uma maior exigência e qualidade da nossa democracia local e da representação que queremos fazer da comunidade e dos cidadãos eleitores.
MJ: Muito sucintamente podia explicar quais as funções do presidente da Assembleia Municipal?
NC: A Assembleia é o órgão deliberativo do Município. Assegura a representação plural e a participação das diversas forças políticas. Discute, aprova, recusa matérias da sua competência própria que a câmara tem que lhe submeter: Planos de actividades e orçamentos, relatórios de actividades e de contas, taxas, etc. Faz a crítica, a avaliação e a fiscalização política do desempenho da Câmara. No âmbito das suas atribuições e competências, tem iniciativas próprias. Cabe ao Presidente e à mesa da Assembleia conduzir os trabalhos, garantir todas as condições para o trabalho dos grupos e deputados municipais eleitos, assegurar a isenção no sentido de possibilitar a expressão plural democrática, bem como o acesso e a participação dos cidadãos na Assembleia.
MJ: Acredita que a sua experiência conseguirá resolver ou colmatar alguns problemas que poderão surgir futuramente?
NC: Certamente. Fiz um mandato na Assembleia de 90 a 93, como líder do PS e da oposição. Participei nos trabalhos da Assembleia durante os 16 anos da minha presidência na Câmara. Conheço os assuntos, os temas, os problemas, mas também as forças e os actores políticos e institucionais do Concelho, da região e, em muitos casos, do país. Creio poder reivindicar a experiência, o conhecimento, a consideração e o respeito de todos os partidos e instituições com que é preciso trabalhar.
MJ: No comunicado que o PS enviou para as redações diz que “o PS de Abrantes aposta na renovação e numa nova geração de autarcas, assegurando a coexistência do necessário equilíbrio e estabilidade com a integração de novas sensibilidades para enfrentar os desafios do poder local". Acredita que é nas gerações mais novas que está o futuro da política?
NC: Acredito. O PS em Abrantes tem tido sempre, desde que me envolvi directa e activamente, como cultura política, objectivo e método a coexistência, a articulação e a concertação de gerações. Há, na política, sensibilidades que são ideológicas, filosóficas e de pensamento político, mas também, sensibilidades de geração. Quando assumi a minha primeira candidatura à Câmara, em 1993, o primeiro objectivo que assumi foi propor a Abrantes uma nova geração de autarcas. Mas assumi sempre, a todo o tempo, que é preciso incluir, nestes movimentos, a participação e o assentimento activo dos que já estão e fizeram o percurso e a história – a identidade – do partido. Por isso também eu próprio liderei e promovi o processo da minha própria renovação no Executivo Municipal, abrindo caminho a uma nova geração. Agora, na Assembleia, queremos eleger uma cota interessante de novas pessoas, de sectores de actividade diferentes, com sensibilidades diferentes. Incluir pessoas novas e a nova geração é sempre um modo de criar e manter abertos novos caminhos e formar novos protagonistas para novos projectos.
MJ: Concorda que as pessoas perderam um pouco a confiança nos políticos porque não os representam devidamente quer no parlamento quer nas autarquias locais?
NC: Concordo. Existe hoje um sentimento muito forte di
sseminado nas pessoas e cidadãos de não serem representados. As pessoas e os cidadãos não concordam e não dão o seu assentimento às políticas em curso. Depois há também o sentimento generalizado de corrupção, de tráfico de influências e de promiscuidades diversas e de impunidade. Há uma crise de confiança, há claramente uma crise da representação e uma crise de legitimidade do universo político. Por isso tenho defendido a necessidade de haver iniciativas, e tenho procurado dar contributos, de reforma do sistema político que revalorizem o estatuto dos nossos representantes, elevem os patamares de exigência e de transparência no exercício de funções públicas e políticas e permitam novas formas de participação dos cidadãos na actividade política.
MJ: Foi presidente da autarquia de Abrantes durante 16 anos. Porque decidiu regressar agora depois de se ter afastado em 2009 quando decidiu não se recandidatar e dar o seu lugar a Maria do Céu Albuquerque?
NC: Mantive o distanciamento que entendi necessário e útil, durante estes 4 anos. Nunca me pronunciei em público sobre o andamento da actividade municipal ou sobre a vida política local. Por uma questão de respeito por quem fica e pela comunidade que me elegeu durante os 16 anos. É preciso respeitar o espaço de quem entra e deixá-los respirar livremente para construírem o seu modelo de governação. Mas verdadeiramente não se trata de um “regresso”. Não se trata de voltar às funções executivas, de governo local, asseguradas pela Câmara Municipal. Trata-se de assumir outras funções, de natureza inteiramente diferentes. E entendo, e o meu partido entendeu, que eu tinha as melhores condições para assumir o estatuto e assegurar o papel de presidente da Assembleia.
MJ: Qual é o balanço que faz do trabalho da sua antecessora?
NC: Nunca fiz, não faço, não farei sobre questões concretas da governação municipal dou a minha opinião quando e se ma pedem. Tais balanços devem ser feitos antes de mais pelos próprios, pelos órgãos dos partidos que representam, pelos partidos e forças políticas da oposição, pelos cidadãos eleitores.
MJ: Espera uma grande afluência às urnas a 29 de Setembro especialmente no município de Abrantes?
NC: Temo um crescimento da abstenção. Por contágio directo da situação vivida no país, pelo impacto das políticas seguidas nas vidas concretas das instituições, das empresas, das famílias e das pessoas, pelo empobrecimento generalizado e pela quebra da confiança das pessoas nos governantes, pela falta de prestígio das instituições democráticas, pela crítica generalizada à “política”, pelo crescimento do sentimento da incapacidade dos partidos, a começar pela maioria parlamentar e governamental em se focar e dar uma direcção adequada aos esforços de saída da crise.

Escrito por: Nuno Sotto Mayor

Entrevista a Nelson de Carvalho, candidato pelo PS de Abrantes a presidente da Assembleia Municipal

"Mantive o distanciamento que entendi necessário e útil, durante estes 4 anos. Por uma questão de respeito por quem fica e pela comunidade que me elegeu durante os 16 anos. É preciso respeitar o espaço de quem entra e deixá-los respirar livremente para construírem o seu modelo de governação. Mas verdadeiramente não se trata de um “regresso”. Nelson Carvalho candidato do PS para presidente da Assembleia Municipa de Abrantesl em entrevista ao "Mundo Jornalismo".

Ainda hoje será publicada a entrevista completa 

Escrito por: Nuno Sotto Mayor

Por Que Votamos?

Numa altura em que já estamos a caminho das eleições autarquicas o Mundo Jornalismo apresenta aqui uma reportagem produzida por Nuno Sotto Mayor (autor deste blog), Alison Silva e Sara Pereira quando eram estudantes da ESTA. A reportagem fala da importância de votar e se as pessoas devem ou não votar.  Pode ser vista aqui

 Por Que Votamos?