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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Entrevista de Fernando Curto ao jornal "o Crime"


Amanhã sai no jornal "o Crime" uma entrevista de Fernando Curto, onde fala sobre o problema que os já extintos bombeiros municipais que actualmente são voluntários. Não perca! 

Conheça melhor o entrevistado

Fernando Curto,  licenciado em  Gestão, Segurança e Proteção Civil, Mestre em Direcção de Segurança e Proteção Civil e doutorando em Economia de Empresa. É Chefe de 2ª Classe do Regimento Sapadores Bombeiros de Lisboa. Actualmente exerce o cargo de comandante da 1ª Companhia do Regimento Sapadores Bombeiros de Lisboa para além de ser o presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais desde a data da sua fundação, a 14 de Fevereiro de 1991, e também vice-presidente do Sindicato Nacional de Bombeiros Profissionais.
 




sábado, 1 de setembro de 2012

" A cultura Avieira é um património que está em fase de preservação e de valorização"


João Serrano, um dos responsáveis pelo projeto Cultura Avieira a património Nacional que tem  como um dos pontos principais recuperar as aldeias Avieiras ao longo do Tejo especialmente na região de Santarém. 
Numa entrevista,   ao blog "Mundo Jornalismo" fez o balanço deste projeto que muitos frutos tem dado, falou do projeto de reabilitação da aldeia do Patacão, em Alpiarça e por fim, fez referência ao 
 primeiro fórum Ibérico do Tejo que decorreu na feira agricola em Santarem e também ao terceiro
 Congresso Nacional da Cultura Avieira. 

MJ - Fale-nos um pouco sobre a cultura Avieira?
JS - As migrações Avieiras, com génese em meados do século XIX, são parte de um fenómeno nacional inserido num outro mais vasto, europeu. O estabelecimento das comunidades Avieiras no Tejo, daí resultante, deu origem a uma cultura muito específica, com base nos usos e costumes dos pescadores da Praia de Vieira de Leiria, de onde os Avieiros são originários. Esta cultura peculiar é hoje considerada como transversal a toda a sociedade Portuguesa, visto ter implicações com outras culturas, com uma actividade primária muito precária e com a evolução cultural de uma comunidade, a partir da pesca, que derivou para o emprego em outros sectores de actividade, num período longo de tempo. Do conjunto destas características - quer humanas, quer territoriais - resultou um fenómeno cultural com amplitude e profundidade que as relevam como uma genuína cultura nacional, que se pretende ver reconhecida oficialmente como tal pelo Governo Português. 
MJ - Quais são os principais objetivos?
JS - Os principais objetivos da cultura Avieira acentuam em três pontos que são primeiro: obter o reconhecimento da Cultura Avieira como Património Nacional. depois recuperar as aldeias Avieiras e por fim,  desenvolver actividades educativas/formativas inerentes à Cultura Avieira.
MJ - Qual é o balanço que faz deste projeto?
JS - Até agora é muito positivo, porque conseguimos sensibilizar as comunidades e a sociedade civil para a importância do património avieiro e para a enorme riqueza da sua cultura.
MJ - Para quando é que a cultura avieira é reconhecida a património nacional?
JS - A proposta que inclui o portefólio completo da candidatura deverá estar concluído até Julho de 2013 para entrega ao Governo Português.
MJ - Qual é a opinião dos responsáveis da UNESCO sobre este projeto?
JS - Em reunião que mantivemos com eles na delegação em Lisboa, foram de opinião que esta cultura tem condições para ser candidatada a património imaterial da Unesco.
MJ - Quantas aldeias ribeirinhas temos no distrito de Santarém?
JS Porto da Palha (Azambuja), Palhota (Cartaxo), Escaroupim (Salvaterra de Magos), Barreiras da Bica (Santarém), Caneiras (Santarém), Faias e Cucos (Almeirim), Patacão (Alpiarça), Azinhaga (Golegã)
MJ - Como é que vão as reconstruções na aldeia do Patacão em Alpiarça?
JS - No Patacão continuamos com os trabalhos de limpeza da aldeia avieira. Ainda não há reconstruções porque os projectos para algumas das casas ainda não estão prontos. Cremos que em 2013 já teremos pelo menos duas casas totalmente reabilitadas.
MJ  - Quais as próximas ações para levar o projeto da cultura avieira mais longe?
JS - Para além da candidatura a património nacional, estamos a preparar a construção da Rota Turística da Cultura Avieira.
MJ  - Mais recentemente organizaram em conjunto com o Instituto Politécnico de Santarém o primeiro fórum Ibérico do Tejo e o 3º Congresso Nacional da Cultura Avieira. Qual é o balanço que faz?
JS O balanço é muito positivo, quer pelo número de participações, quer pela qualidade dos participantes. Estamos a falar de cerca de 200 pessoas nos dois dias e em 36 comunicações apresentadas.
MJ - Em paralelo decorreram algumas manifestações culturais. Que tipo de manifestações estamos a falar?
JS - Foi organizado um stand da cultura Avieira, uma exposição de pintura, duas exposições fotográficas e uma exposição de 8 embarcações Avieiras.
MJ - Aproveitaram para fazer algumas homenagens a alguns avieiros. Fale-nos um pouco destas homenagens?
JS - No âmbito do Projecto Nacional da Cultura Avieira e na consequente inventariação do património imaterial avieiro, temos vindo a recolher vários testemunhos orais - histórias de vida - contadas por “porta-vozes da memória” na sua maioria muito idosos, que têm sido o suporte principal da forma de documentar o intangível desta cultura.
Nestas histórias de vida estão concentradas dezenas de peças de cancioneiro, lengalengas, rezas e mezinhas e várias narrações, entre lendas e contos populares e que estavam em “risco de extinção”, pois enquanto o património tangível facilmente sobrevive ao seu criador, as manifestações imateriais encontram-se intimamente ligadas às comunidades, grupos e indivíduos que as executam, estabelecendo uma ligação real, mas também simbólica, entre as gerações. Esta forma de transmissão do conhecimento assume importância fundamental em todo o processo de salvaguarda do património cultural imaterial avieiro.
Estas histórias de vida foram “resgatadas” da memória de vários avieiros e quem melhor que as comunidades e grupos para reconhecer o seu próprio património e participarem activamente na sua inventariação, salvaguarda e gestão.
Assim propõe-se o reconhecimento, destes homens e mulheres, na transmissão da memória cultural oral da comunidade avieira, através da atribuição de diplomas aos avieiros com histórias de vida relevantes e de acordo com critérios a definir.
A entrega destes diplomas seria feita em sessão pública, solene, no 3º Dia do Avieiro, ou no 3º Congresso Nacional da Cultura Avieira.
MJ  -  Na sua opinião, a cultura está um pouco esquecida por parte do Governo e das autarquias ou são as pessoas que não ligam nada a cultura?
JS - A cultura está um pouco esquecida por parte do Governo e as pessoas são induzidas a pouco ligar aos assuntos culturais, especialmente fora dos grandes círculos urbanos de Lisboa e do Porto.
MJ - Como é que o Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas vê este projeto?
JS - Ainda não tivemos oportunidade de reunir com ele, pelo que não sabemos a sua opinião em relação ao projecto dos Avieiros.
MJ Para terminar a cultura avieira é um património que urge preservar?
JS De acordo com todas acções até agora desenvolvidas e com o eco que se tem recebido, a cultura Avieira é um património que está em fase de preservação e de valorização.


Escrito por: Nuno Sotto Mayor 

terça-feira, 7 de agosto de 2012

"Acho que as pessoas se esqueceram um bocadinho que não é vergonha nenhuma ter formação. Aliás é um dever que temos para connosco, faz parte do crescimento e da evolução"



O "Curso de Teatro e Televisão de Trás para a Frente" é um projeto inovador e pioneiro em Portugal e está prestes a arrancar com as audições para este curso. Terá lugar já, dia 12 de Agosto em Lisboa. 
O blog "Mundo Jornalismo" teve à conversa com uma das fundadores deste projeto, Mónica Leite que explicou como irá decorrer este curso e quais os seus principais objetivos bem como as suas fases.  Deixou ainda, uma incentivo para aqueles que são mais "inibidos" se inscreverem neste curso que pode mudar a vida daqueles que serão amanhã os futuros atores, realizadores, maquilhadores, produtores, cenógrados.  

Fale-nos um pouco sobre este curso?
Este curso complementa a educação e a formação artística de quem quer seguir a profissão de actor, ou director/encenador/realizador, ou cenógrafo, ou designer, ou maquilhador, entre outras áreas. É um curso cheio de formadores profissionais e muito prático. Assim como os bailarinos e os cantores têm de praticar todos os dias também o têm de fazer os actores, directores, cenógrafos, designers, maquilhadores.   
Como é que ele é constituído?
Este curso está dividido em três anos, cada um deles com três trimestres, nove trimestres no total. O primeiro ano é comum para todos e os alunos vão ser expostos a diversas matérias. Vão construir cenários, desenhar, construir e desenhar roupa, tratar das luzes e do som, pôr maquilhagem neles próprios e no outro, fazer adereços, representar para teatro e para câmara, dirigir,.. Depois no segundo ano vão poder optar e no terceiro terão um estágio.
Como é que surgiu esta ideia?
Viajei com os UWP (Up With People) durante um ano e depois estudei nos EUA durante sete anos. Fiz o BA em Theatre Arts Acting/Directing e depois o MFA em Theatre Arts Directing. Durante este tempo todo construi cenários, desenhei, construi e desenhei roupa, andei pendurada a tratar das luzes e do som, a fazer maquilhagem a mim e aos outros, a fazer adereços, a representar, a dirigir,... enfim, foram cursos bastante completos que me ajudaram não só a decidir qual o caminho que queria seguir mas também a ter um respeito grande pelo trabalho dos outros. Criava-se, cria-se uma grande entre ajuda. Achei e acho isso bastante importante. Cresci muito como pessoa e artista. Nessa altura o que pensei foi, que bom que seria chegar a Portugal e implementar cursos destes.
Decorre apenas em Lisboa ou pretendem criar escolas em mais alguns pontos do País?
A ideia é chegar aos vários pontos do país.
Até ao momento quantas inscrições já conseguiram?
As inscrições que temos são as das audições, só depois disso é que decidiremos e saberemos quem serão os escolhidas para fazer parte do curso.
Quais as vossas expetativas?
Formar profissionais que tenham um maior respeito e reconhecimento pelo trabalho de quem no dia a dia está com eles ao lado. Uma maior entreajuda que levará a um maior sucesso de cada um como artista e como pessoa.
Porquê o nome "Curso de Teatro e Televisão de trás para a frente?
À frente e atrás das câmaras e dentro e fora do palco. Do que se passa atrás, até ao que se vê cá à frente. 
Quais são as saídas profissionais ou as áreas que os formandos depois de tirarem este curso podem trabalhar?
Dizem que um actor demora 20 anos a formar. Pois é estes são 3 anos na vida de um actor, ou director, ou cenógrafo ou designer, ou… ou…. O importante é sair deste curso com mais conhecimentos sobre si próprio, sobre a arte que se quer seguir e sobre o seu caminho como artista. Por isso no fim dos três anos ser-lhe-á por certo muito mais fácil trabalhar em conjunto com outros artistas, em teatro, televisão, cinema, em qualquer das áreas que escolher. Acredite em si!
Para quem está ainda indeciso de fazer este curso faça um pequeno apelo para aqueles que estão mais receosos?
Este curso complementa a educação e o lado artístico de quem quer seguir esta profissão. É um curso cheio de formadores profissionais, muito prático. Assim como os bailarinos e os cantores têm de praticar todos os dias, também o têm de fazer os actores, directores, etc... JUNTE-SE A NÒS E SEJA O PRIMEIRO A TER ESTA FORMAÇÃO COMPLETA EM PORTUGAL!
Muito resumidamente fale-nos sobre o seu percurso de vida profissional?
A Mónica Leite é uma das Fundadoras e a Directora Artística da Ilha D’Arte. Em Maio de 1999 a Mónica terminou o seu  Master of Fine Arts em Artes Teatrais “Directing” na California State University em Fullerton. Nos Estados Unidos encenou várias peças sendo tendo as últimas recebido criticas no LA Times, Bodas de Sangre, The Odd Couple, female version, A Taste of Honey, e como actriz entrou em várias peças The Machine, “Actor’s Nightmare”, The Road to Los Angeles. Já em Portugal tem feito várias encenações com os seus alunos na Casa do Artista e para a Ilha D’Arte este ano João e As Mulheres no ano passado Maria Henrique em “A Irmã Maria Explica”, também duas peças para o Grupo de Teatro do Metropolitano de Lisboa. Também em Lisboa entrou como actriz em duas produções dos Lisbon Players, Bed e A Doll’s House. Em Outubro de 1999 foi convidada pelo Armando Cortês para Coordenar do Programa de Teatro da Academia da Casa do Artista, cargo que desempenhou até 2007. Em Janeiro de 2001 convidada pelo Virgílio Castelo começou a fazer o Controlo Final na NBP Produção em Vídeo S.A. (Algumas das novelas e series: Olhos de Água, Ganância, Anjo Selvagem, Super Pai, Senhora das Águas, Filha do Mar, Bons Vizinhos, Tudo Por Amor, Sozinho em Casa, Último Beijo, Saber Amar, Ana e os Sete, Morangos com Açúcar, Ninguém Como Tu, Tempo de Viver, Ilha Dos Amores, Fascínios, A Outra, Olhos nos Olhos, Anjo Meu, Remédio Santo, Doce Tentação...) 
Como foi essa experiência e o que é que isso lhe transformou a vida artística?
A experiência foi fantástica. Muitas oportunidades de trabalhar com profissionais e com alunos numa mistura que leva cada um a querer fazer sempre melhor. Os trabalhos, nas aulas, eram avaliados pelos professores mas depois os espectáculos eram vistos pelo público em geral e criticados pelos jornais, como qualquer outro espectáculo profissional.
Este curso está repleto de formadores profissionais em cada área e haverá ainda convidados especiais. Sem levantar muito a ponta do véu quem são os formadores?
Aqueles que já estão confirmados:
Mónica Leite - Master of Fine Arts - Theatre Arts Directing
Maria Henrique - Actriz, Encenadora, Directora de Actores e pioneira do Coaching para Actores em Portugal
José Fanha - Escritor/Poeta/Dramaturgo
Miguel Ramos - Fashion Designer
Beatriz Ramos de Matos - Designer de Cena
Ivan Coletti - Maquilhador, Actor, Produtor
Sofia Santiago - Professora de Dança
Denise Domingos – Luminotecnia
 Mas teremos mais inclusive alguns convidados que vêm do estrangeiro. 
Desde que veio para Portugal começou por implementar o que aprendeu em prático e quais foram as maiores dificuldades que sentiu?
Quando vim para Portugal comecei, meses depois, a dar aulas na recém aberta Casa Do Artista, convidada pelo querido Armando Cortês. Demos início à formação na Academia da Casa do Artista em 1999. Com o Trabalho com a Ana Nave e depois com o convite do Virgilio Castelo para trabalhar na então NBP comecei a inteirar-me dos novos nomes do teatro e televisão nacionais.
Na sua opinião, como vê o panorama artístico principalmente na representação em Televisão, dado que, agora tem surgido novas estrelas e rostos que nos entram todos os dias nas nossas casas?
Está em crescimento em número, mas nem sempre em qualidade. Acho que as pessoas se esqueceram um bocadinho que não é vergonha nenhuma ter formação. Se forem aos EUA por exemplo, e quiserem ter uma aula de representação podem por certo cruzar-se com um actor que conhecem. Isto porquê? Porque não é vergonha nenhuma praticar, aliás é um dever que temos para connosco, faz parte do crescimento e da evolução. Os bailarinos só dançam, ou ensaiam quando têm espectáculos? Os músicos só tocam, ou ensaiam quando têm espectáculos? Pois então e os actores? E os Directores? E os Cenógrafos, e designers de moda, luzes, som, etc? Pois é parece-me que há qualquer coisa cá em Portugal que leva algumas pessoas a sentirem-se constrangidas ao praticar e aprender mais sobre eles próprios e a profissão. A vida é uma aprendizagem e ao fazemos um ou dois trabalhos não podemos achar que sabemos tudo.
Temos lugar para eles todos?
Haverá lugar para os que mais trabalham e mais evoluem, mais investem e que com tudo isso mais marcam a diferença. 
Na sua opinião eles conseguem lidar com tanta exposição mediática?
Alguns lidam bem e outros menos bem.
Para terminar a nossa entrevista o que é necessário para ser um grande artista?
Humildade. 

Escrito por: Nuno Sotto Mayor 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

"Foi um grande desafio mas também mais uma experiência de vida. Esta prova realmente ainda foi mais difícil do que eu imaginava, mas com esforço e dedicação tudo se consegue"


Pedro Bento, natural de Almeirim e atleta, compete com a camisola da Associação 20 Km de Almeirim na modalidade de ciclismo.  Representou as cores de Portugal naquela que é considerada uma das maiores provas nesta modalidade, BC Bike Race. Numa entrevista, ao blog "Mundo do Jornalismo" após o regresso à sua terra falou das emoções que sentiu durante os 7 dias que a prova decorreu, das suas maiores dificuldades no terreno e da próxima prova que está a pensar concorrer. Para além disso, deixou uma mensagem de agradecimento a todos os seus apoiantes.  

Mundo do Jornalismo - Como é que decorreu a prova de BC Bike Race? 


Pedro Bento  A prova correu muito bem, tendo em conta que atingi o objetivo principal que era chegar ao final dos 7 dias.

MJ - Qual foi o ambiente que encontrou e se sempre encontrou um grande convívio entre todos os participantes? 

PB - O ambiente era extraordinário, quer entre participantes, organização e os populares das cidades por onde passamos. Conheci muita gente, muitas experiencias diferentes foram contadas e vividas. A experiencia de estarmos constantemente a conhecer atletas de outras nacionalidades, conhecer novas culturas, o fato de dia para dia estarmos a andar de ferry ou de autocarro conhecendo as paisagens fabulosas do canada tornou esta prova uma das mais bonitas que já fiz.

MJ - Quais foram os resultados que alcançou nesta prova? 

PB - Na categoria Open, ou seja na minha categoria, fiquei em 46 em 140 atletas. A geral em todos os escaloes fiquei em 76 em 450 atletas.

MJ - Ficaram a quem do esperado ou era isso que procurava? 

PB - Em termos classificativos esperava ter entrado nos 30ºs mas um mês sem treinar devido a uma lesão condicinou-me muito a preparação. E tendo em conta o nivel de atletas que se encontravam na minha categoria em que, o top 20 era constituido apenas por atletas profissionais que participam em provas da Taça do mundo, alguns campeões olímpicos e ex-campeoes olimpicos da modalidade, penso que até foi um bom resultado.

MJ - Quais foram as maiores dificuldades dada a sua complexidade? 

PB - As maiores dificuldades foram os primeiros 4 dias. Não sabia que ia chover durante os primeiros dias, e por isso nao levei pneus para a lama. Foi um martirio durante 4 dias a andar e a fazer patinagem artistica em cima de raizes e rochas, sempre com o risco de queda. Quer em descida quer em subida nao tinha muita tração, existia muita lama nos trilhos. Na quarta etapa parti o quadro da bicicleta devido a dureza do percurso e pensei mesmo que nao aguentasse ate ao final. Por fim os últimos dias também foram muito dificeis, o cansaço acumulado começava a notar-se bastante.

MJ - Esta prova teve inicio em Cumberland e terminou em Whistler e é considerada uma das mais técnicas do mundo, estando considerada por uma revista americana como uma dos 12 eventos  mais difíceis do mundo. Foi para si um grande desafio participar nesta prova?  

PB - Foi um grande desafio, mas também mais uma experiencia de vida. Esta prova realmente ainda foi mais difícil do que eu imaginava, mas com esforço e dedicação tudo se consegue. Os trilhos bastante técnicos, associados à chuva e lama que encontramos tornou esta edição a mais dificil de sempre, opinião da organização, mas mesmo assim valeu todo o esforço.

Quem é que o acompanhou nesta prova? 

Para a prova em si fui sozinho, mas tive bastante gente a apoiar-me deste lado de cá.

Foi o único português a estar presente nesta prova? 

Este ano fui o único sim.

Como se sentiu ao representar Portugal? 

Senti-me bastante orgulhoso e por isso dei sempre o melhor de mim, mesmo apesar de todas as dificuldades.

A quem dedica esta prova? 

A toda a minha familia e amigos.

MJ - Como é que os Almeirinenses o receberam quando chegou a Almeirim, ou seja, sentiu-se apoiado pela população em geral ou só sentiu esse sentimento nos 20 Km de Almeirim? 

P.B - Apenas senti um maior apoio das pessoas mais chegadas e das pessoas mais ligadas à modalidade.

MJ - Qual é a próxima prova que  vai participar? 

PB - Não sei bem se será já para o próximo ano, mas o proximo desafio possivelmente sera o crocodile Trophy na Australia ou o Iron Bike em Italia.

MJ - Quer deixar alguma mensagem de agradecimento? 

PB - Quero agradecer a todas as pessoas que me seguiram pela net e que me foram apoiando com incentivos e com frases de motivacao. A todos os meus patrocinadores: Ribabike, Galao Publicidade, PavaSport Ourem. Sem esquecer tambem todo o apoio que a Associacao 20kms de almeirim me deu antes e durante a corrida.


Escrito por: Nuno Sotto Mayor 

 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

"A luta é o mais eficaz e poderoso instrumento dos trabalhadores e do povo. Foi-o ao longo da história, é-o no presente e assim será no futuro"

Jerónimo de Sousa, Secretário Geral do PCP numa entrevista em exclusivo ao blog "Mundo Jornalismo" fez um balanço deste primeiro ano de governação conjunta entre PSD/CDS, fez questão de referir que é necessário rejeitar o programa de agressão que está a sufocar cada vez mais o povo com mais medidas de austeridade. Abordou como vê a politica da UE fazendo duras críticas à sua gestão, nomeadamente como vai e para onde vão a maior parte por recursos financeiros. 
Considera ainda que é urgente salvaguardar os interesses do País, dos trabalhadores e do povo português, vítimas de décadas de políticas e de decisões contrárias às suas justas aspirações e direitos, o que significa exercer a soberania, construindo uma outra Europa dos trabalhadores e dos povos,

Faça um balanço deste primeiro ano de governação da coligação PSD/CDS?
Um ano depois o país está pior. É cada vez mais claro que o projecto deste governo de Passos Coelho e Paulo Portas não é de desenvolvimento do país, mas de exploração, empobrecimento e afundamento nacional, e que a decisão que se impõe é agir com urgência para pôr um ponto final neste caminho de ruína e de desastre. Pegando por onde pegarmos, seja no plano político, económico, social ou cultural, seja no plano da soberania nacional, não é excessivo dizer que este governo onde tocou, estragou. Fosse exercitando e aplicando medidas que decorrem do Pacto de Agressão – assinado por PS, PSD, CDS e entre o FMI e a UE - , fosse agindo por conta própria.
o caminho de recessão e a mais elevada taxa de desemprego das últimas décadas – mais de um milhão e duzentos mil desempregados, dos quais menos de 300 mil têm subsídio de desemprego. Este imenso flagelo social, com agravada incidência nas novas gerações, é a principal marca da política de direita aplicada pelo Governo.
Olhando para as micro, pequenas e médias empresas, também elas são hoje vítimas de uma situação dramática, severamente penalizadas pela política económica do Governo, nomeadamente se referirmos o escandaloso valor do IVA na restauração.
Importa também referir o plano posto em prática de privatização e entrega a grandes grupos económicos de sectores estratégicos nacionais, como a EDP e a REN, espoliando o país e o povo de importantes recursos que podiam e deviam estar ao seu serviço.
Assistimos ainda à liquidação dos direitos sociais de todo um povo, nomeadamente ao negar o acesso à saúde, através do aumento das taxas moderadoras, dos medicamentos, do pagamento dos transportes de doentes, da demora nos exames, tratamentos e cirurgias, do encerramento de unidades e diminuição dos seus horários; ao destruir a escola pública através do despedimento de professores e funcionários não docentes, da mega concentração de escolas, a progressiva elitização do ensino superior, com o aumento das propinas; ao desmantelar o sistema público de protecção social e a crescente liquidação ou diminuição de prestações sociais de milhares de pessoas, inclusivamente nas situações de desemprego e de doença.
É um ataque sem precedentes aos trabalhadores, aos reformados, à juventude, aos militares e forças de segurança, aos comerciantes, aos agricultores, aos homens e mulheres de cultura!
Mas podia trata-se de um cenário em que estamos pior agora, para ficar melhor mais à frente, mas o que assistimos é à total falência das políticas deste Governo: afunda-se o país, aumenta a dívida e nem o défice se resolve.
Uma política alternativa que exige a renegociação da dívida, uma aposta decisiva na produção nacional, a valorização do trabalho, dos direitos dos trabalhadores e dos seus salários. Uma política que apoia as micro, pequenas e médias empresas e produtores e os defenda da tirania dos grandes grupos económicos. Uma política que olha para os direitos e para os sectores sociais, como a saúde ou a educação, como um investimento no progresso e no desenvolvimento e apoie o acesso à cultura e a criação artística. Uma política de defesa da soberania e dos interesses nacionais.
É possível uma outra política alternativa, uma política patriótica e de esquerda a pensar no nosso povo e no nosso país e um governo capaz de a concretizar. Por tudo isto, o PCP considera que é tempo de dizer basta a este rumo, é tempo de rejeitar o Pacto de Agressão.Certos que a única inevitabilidade que temos pela frente é a da luta pela ruptura com este caminho, e pela concretização dos valores de Abril no futuro de Portugal. 
Como vê a política da UE?
Em primeiro lugar, é justo referir que o primeiro problema que temos no nosso país relativamente à política europeia tem que ver com a postura e as escolhas dos sucessivos governos em Portugal: com seguidismo e submissão em relação à UE, contrariando os interesses nacionais.
Em segundo lugar, importa colocar a análise que fazemos da própria União Europeia: tratado após tratado, reforçou-se como instrumento de classe do capitalismo monopolista e das grandes potências capitalistas da Europa, como pólo imperialista dirigido para a intensificação da exploração, para o domínio político e económico, para a agressão militarista, cavando contradições e desigualdades, que sucessivamente têm sacrificado os interesses nacionais e que contrariam o necessário caminho de uma Europa ao serviço dos trabalhadores e dos povos.
A crise do capitalismo tem na integração capitalista europeia, isto é, na União Europeia uma das suas principais expressões. Persistem as incertezas quanto à evolução da crise do euro e à evidente volatilidade da União Económica e Monetária, de que os sinais de desorientação, divisão e impotência revelados nas recentes Cimeiras são evidentes.
Isso não impede porém que o grande capital e as forças políticas e instituições ao seu serviço insistam no aprofundamento do federalismo para lidar com a crise em que se encontra o processo de integração capitalista europeu.
As políticas e as medidas que a União Europeia tem levado a cabo, seja no quadro das chamadas «dívidas soberanas», seja com os chamados “programas de resgate”, ou seja os Pactos de Agressão, são a prova disso, nomeadamente com a deslocação de gigantescos recursos para os grandes grupos financeiros das grandes potências, como a Alemanha e a acentuação de uma maior dependência e fragilidade das economias ditas «periféricas» e dos países economicamente menos desenvolvidos.
E foi isto mesmo que, novamente, se decidiu no mais recente Conselho Europeu: novas e inaceitáveis transferências de recursos dos povos para a banca. Foram os interesses dos grupos económicos e financeiros que estiveram uma vez mais no centro desta Cimeira, enquanto que a gravíssima crise social no espaço da UE foi apenas objecto das habituais operações de propaganda e de hipocrisia.
Por tudo isto, consideramos que é urgente salvaguardar os interesses do País, dos trabalhadores e do povo português, vítimas de décadas de políticas e de decisões contrárias às suas justas aspirações e direitos, o que significa exercer a soberania, construindo uma outra Europa dos trabalhadores e dos povos, de cooperação, de progresso e de paz, por via da luta contra as medidas anti-sociais e antipopulares que estão a ser impostas pela União Europeia; 
Pela defesa da democracia; pelo direito ao desenvolvimento económico soberano de cada país; pela cooperação e solidariedade na resistência às medidas; pela denúncia da natureza de classe da União Europeia e a defesa da ruptura com este processo de integração capitalista.

A luta é uma forma de protesto na sua opinião?

A luta é o mais eficaz e poderoso instrumento dos trabalhadores e do povo. Foi-o ao longo da história, é-o no presente e assim será no futuro. No nosso partido, costumamos dizer que ao povo e aos trabalhadores nunca ninguém deu nada, as leis e os direitos nelas consagrados não são fruto da benevolência de um legislador, mas sim conquistas impostas pela luta.
Temos exemplos históricos, como a conquista das 8 horas de trabalho nos campos do sul, numa luta travada há 50 anos atrás, sob as brutais condições de miséria e repressão impostas pelo fascismo (e que actualidade tem esta luta nos dias de hoje, com a imposição de jornadas de trabalho cada vez mais longas!); pensemos no 25 Abril, a sua construção, valores e conquistas, resultado da resistência e luta de décadas. Mas olhando para o presente, também encontramos muitos exemplos de vitórias fruto da luta. Serviços de atendimento permanente que não encerraram ou reabriram pela luta das populações; a carreira que acabou e cujo o trajecto foi reposto; trabalhadores precários que passaram a efectivos, porque se organizaram e lutaram no seu local de trabalho.
O Governo e os comentadores ao seu serviço bem tentam convencer-nos de que o "povo é paciente", que se resigna e conforma com a brutal retirada de direitos que lhe estão a impor, mas os exemplos de grandes e pequenas lutas, e das quais gostaria de destacar a grandiosa manifestação da CGTP de 11 de Fevereiro e a combativa greve geral de 22 de Março, mostram-nos que somos um povo de coragem, resistência e luta.
Às vezes ouvimos "lutamos, lutamos e não conseguimos mudar nada"! Sabemos hoje os retrocessos verificados apesar de tanta luta! Nunca saberemos, felizmente, o que não perdemos e o que conseguimos defender com essa luta! Se há cinquenta anos foi possível, através da luta, alcançar aquela vitória histórica, também hoje é possível, através da luta, derrotar a política de direita e o seu Pacto de Agressão que PS, PSD e CDS negociaram com o FMI e a União Europeia, designadamente no que respeita à feroz ofensiva em curso contra os direitos dos trabalhadores. Porque, como se diz no meu partido: quando se luta, nem sempre se ganha, mas quando não se luta perde-se sempre.

Escrito por: Nuno Sotto Mayor 

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Grande Entrevista com João Serrano

João Serrano, é coordenador do projeto da cultura Avieira a património nacional e vai ser o próximo entrevistado do blog "Mundo do Jornalismo". Vai explicar em que consiste este projeto e como está a avançar sem esquecer claro, o forum que decorreu no CNEMA que homenageou alguns avieiros. Tudo isto e muito mais na grande entrevista.

Escrito por: Nuno Sotto Mayor

domingo, 17 de junho de 2012

"Conseguir chegar ao fim já é um bom resultado tal como aconteceu no ano passado na Alemanha"


Victor Rodrigues, 43 anos, residente em Almeirim  e atleta veste a camisola da Associação 20 Km de Almeirim e vai participar mais uma vez, na prova de Triatlo "Ironman" que vai decorrer em Nice, França já no dia 24 de Junho. Bombeiro de profissão, nos municipais do Cartaxo tem no desporto a sua grande paixão e numa entrevista ao blog "Mundo do Jornalismo" falou desta modalidade, da prova de triatlo "Ironman" e do que é para ele a prática desportiva. 

Victor Rodrigues - Quais são as expetativas para esta prova?
Mundo Jornalismo -  A expectativa maior é terminar a prova usando sempre a minha cabeça de modo a não fazer muitas asneiras que me prejudiquem a alcançar os meu principal objetivo que é terminar a prova.  
V.R Fale um pouco sobre esta modalidade? 
M. J - O Ironman é uma modalidade de triatlo de longas distâncias compreendendo aproximadamente 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 km e 195 metros de corrida. Esta modalidade extremamente exigente foi proposta pela primeira vez pelo comandante da marinha americana John Collins e sua esposa para por fim a uma discussão surgida, durante a cerimonia de premiação de uma prova de corrida no Havaí, sobre qual seria o atleta mais resistente: nadadores, corredores ou atletas de outras modalidades. Eles sugeriram combinar três provas já existentes que deveriam ser completadas sucessivamente. No ano de 1978 a seguir iniciou-se esta prova que tem sido sucesso absoluto em todos os países onde passa. 
V.R - Como é que chegou até esta prova que decorre em França?
Atualmente, além da etapa final, no Havaí, há um circuito internacional de 28 provas de Ironman que ocorrem em  diversos destinos no mundo, tais como Estados Unidos, Canadá, Áustria, Brasil,Alemanha,  Nova Zelândia,  França entre outros países e a pessoa inscreve-se onde quer ir. Para poder participar na prova mundial que ocorre no Havai tem que ficar entre os sete primeiros lugares para eu entrar diretamente na prova do Havai.   Hoje em dia é muito dificil de uma pessoa se inscrever porque a concorrência é tanta e existem provas a fechar com 13 minutos com 1700 vagas sendo que, cada prova aufere 400 euros. 
V.R - Sei que se prepara deste Janeiro deste ano tendo sempre a ajuda e colaboração do seu treinador. Onde é que decorrem esses treinos?
Sim é verdade, mas convêm dizer que nós somos muito privilegiados ao nível dos treinos porque temos espaços maravilhosos para treinar e isso é muito bom para quem pratica desporto. No meu caso como trabalho no Cartaxo pratico natação nas piscinas do Cartaxo, quando o tempo começa a aquecer vamos nadar para a barragem dos gagos, a parte do ciclismo eu costumo fazer cerca de 100 a 150km neste fantástico  circuito aberto que temos aqui e a corrida vamos treinando com a ajuda dos colegas e amigos que nos fazem companhia. O meu treinador, Luís Lopes faz parte do projeto "Treinar Melhor" em conjunto com o Pedro Bento que nos treina de forma a alcançarmos bons resultados nos campeonatos. 
V.R -  No ano passado conseguiu um lugar no pódio e para este ano espera conseguir ainda melhores resultados?
Os meus melhores resultados são sempre chegar ao fim da prova e isso é para mim e para quase noventa e nove porcento das pessoas que participam neste tipo de provas querem. Conseguir chegar ao fim, já é um bom resultado tal como aconteceu no ano passado na Alemanha.
V.R - Depois desta prova qual é a que se segue?
Sim, depois desta estou a pensar inscrever-me na modalidade que é designada de lotaria, onde eu me inscrevo em Outubro para a prova do Havai e depois em meados de Abril sai a listagem do resultado dos atletas que foram admitidos e excluídos.  
V.R - Alem de ser atleta tem outra profissão ou faz da vida desportiva a sua profissão?
Eu sou  bombeiro de profissão nos municipais do Cartaxo e tenho o desporto como um grande hobbie tendo como principal objetivo manter-me em forma.  mas tendo sempre companhia como é o caso do meu colega Pedro Bento que me acompanha normalmente na corrida e na bicicleta porque fazer isto sozinho não dá animo nenhum e com companhia é sempre melhor.  
V.R- Faço a mesma pergunta que fiz ao seu colega, Pedro Bento que é na sua opinião, acha que os atletas são bem apoiados ou não lhes dão os devidos apoios?
Ao nível dos apoios no que respeita no meu caso eu sou apoiado pelos 20 km de Almeirim e eles dão-me todo o apoio possível embora nós tenhamos que fazer algum investimento, mas quando existem outras provas eu também não peço porque vou sempre acompanhado com a minha familia e este ano, não vai ser possível porque a minha filha tem os exames. 
Importa realçar que o ciclista americano Lance Armstrong já não irá participar na prova porque se encontra proibido pela federação de triatlo devido a uma queixa de ter ingerido doping. 

Escrito por: Nuno Sotto Mayor 

sábado, 16 de junho de 2012

"As minhas maiores expectativas estão relacionadas com o ambiente que vou viver nos dias da prova, espero encontrar um grande convívio entre todos os participantes e organização"



Pedro Bento, atleta que veste a camisola da Associação 20 km de Almeirim vai participar na prova BC Bike Race, uma prova de BTT com uma duração de sete dias que decorre no Canadá já no final deste mês. A poucos dias desta grande prova, o blog o Mundo do Jornalismo fez uma entrevista em exclusivo ao atleta, onde nos falou das expectativas desta prova, falou do seu percurso e no fim, deixou a sua opinião sobre o que pensa dos apoios que os atletas tem atualmente. 

Pedro Bento - Como é que se sente a poucos dias de ir para a prova de BTT?
B.M.J - Neste momento sinto-me bastante tranquilo, os nervos apenas começam a aparecer mais próximo da data de inicio da prova. 
P.B- Quis são as suas expetativas?
B.M.J - As expectativas são as normais para uma prova deste género. As minhas maiores expectativas estão relacionadas com o ambiente que vou viver nos dias da prova, espero encontrar um grande convívio entre todos os participantes e organização da prova.
P. B -  Que resultados espera alcançar nesta prova?
Antes de iniciar a preparação tinha colocado como objetivo terminar dentro dos 30 primeiros, mas após uma paragem forçada de 4 semanas devido a uma lesão espero apenas terminar a prova dentro da melhor classificação possível. 
P. B - Há quantos meses se prepara para participar nesta prova?
Iniciei a minha preparação nos finais de Fevereiro, mais ou menos há 4 meses. 
P. B - Esta prova tem inicio em Cumberland terminando em Whistler é considerada uma das mais técnicas do mundo estando considerada por uma revista americana como uma dos 12 eventos  mais difíceis do mundo. Isso não o assusta?
B.M.J - Não de todo. Foi por isso que decidi fazê-la. Adoro novos desafios e quanto mais difíceis mais prazer me dá em concretizá-los.
P. B - Quantos prémios já ganhou?
B.M.J - Vários. Mas o maior prémio é conseguir concretizar os desafios a que me proponho. 
P.B - Fale um pouco do seu currículo de atleta?
B.M.J - Iniciei no BTT em 1998 tendo obtido já alguns títulos nesta modalidade. De há uns anos para cá tenho participado em algumas provas internacionais das quais destaco a Ruta de Los Conquistadores na Costa Rica e um Ironman em Copenhaga.
P.B - Depois desta prova qual é a que se segue?
B.M.J - Ainda não decidi, mas provavelmente o Crocodile-Trophy na Austrália.  
P.B - Na sua opinião, acha que os atletas são bem apoiados ou não lhes dão os devidos apoios?
B.M.J - Na minha opinião, normalmente os atletas têm muita falta de apoios. Ainda não existe um retorno muito grande para os patrocinadores nesta modalidade, é uma modalidade em constante crescimento onde temos grandes valores nacionais com cartas dadas em todo o mundo. No entanto, o btt continua a ser visto como o parente pobre do ciclismo. Para dar um exemplo, neste momento apenas tenho o apoio da Ribabike e da Associação 20 Kms de Almeirim.

Escrito por: Nuno Sotto Mayor