Mostrar mensagens com a etiqueta jornal o Crime. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta jornal o Crime. Mostrar todas as mensagens

sábado, 1 de junho de 2013

Entrevista a Maria do Céu Albuquerque sobre o protesto dos bombeiros de Abrantes

Os bombeiros de abrantes protestam contra a extinção do vinculo publico que os liga à autarquia e ameaçam protestar já em Junho. Qual é a opinião da autarquia sobre este assunto?
Com a criação de um corpo de bombeiros gerido pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Abrantes, nenhum dos bombeiros profissionais perde o vínculo público. Essa é uma falsa questão. Do ponto de vista dos colaboradores do município, vão ser cedidos por interesse público, se essa for a sua vontade, podendo os mesmos optar entre a cedência por interesse público para a Associação Humanitária, conservando os direitos da carreira de origem, designadamente a contagem, na categoria de origem, do tempo de serviço prestado em regime de cedência, ou permanecer na autarquia em funções equivalentes em termos remuneratórios. Isso significa que não perdem nem direitos, nem regalias. Aceitando serem cedidos por interesse público ao corpo dos bombeiros da Associação, continuarão a ser funcionários do município, com a vantagem de estarem numa associação, podendo progredir e serem classificados efetivamente, situação que hoje não acontece na autarquia, porque estão sujeitos às restrições de promoções, que na Administração Pública estão congeladas. Estão portanto a serem criadas condições para que possam ser reconhecidos não só ao nível da sua própria carreira, como também ao nível remuneratório.

Qual é o principal problema que está subjacente a esta polémica?
Face à dimensão do Concelho, sem a colaboração dos voluntários, o Corpo de Bombeiros Municipais de Abrantes não tem condições para prestar a sua atividade de forma contínua. As razões são várias: o reduzido n.º de efetivos profissionais, a redução da disponibilidade de pessoal para a prestação de atividades como bombeiro voluntário, as limitações crescente ao nível da contratação de pessoal e incapacidade de enquadrar legalmente o pagamento de todas as horas necessárias para garantir os serviços mínimos. Na expectativa de que um corpo de bombeiros integrado na Associação Humanitária está em melhores condições para prosseguir a missão de prevenção e segurança contra riscos de incêndio, acidentes e outros, socorro e participação em atividades de proteção civil a levar a efeito de forma coordenada  no concelho de Abrantes, entendeu a Câmara emitir parecer favorável à criação de um corpo de bombeiros no seio da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários, entretanto criada por iniciativa da sociedade civil.

Qual é a leitura que faz quando Fernado Curto da ANBP diz que em declarações públicas que "neste processo  existe gato escondido com rabo de fora"?
 Não tenciono comentar as declarações do Sr. Curto. Mas aproveito para dizer que no último comunicado da ANBP, pode ler-se que “A dissolução dos bombeiros municipais, com 184 anos de existência, coloca também em causa a segurança da população de Abrantes”. Esta informação é alarmista e falsa. A prática da ANBP tem sido a de destabilizar a corporação e manipular a opinião pública com informações que mais não são do que inverdades, e essas serão tratados pelas instâncias adequadas, ou argumentações despropositadas, com a intenção de descredibilizar a Câmara enquanto entidade que é responsável pelo socorro e proteção civil na área do Concelho de Abrantes. A Câmara só pode lamentar a campanha que a associação e o sindicato nacionais dos bombeiros profissionais (ANBP/SNBP)  - que apenas representam os seus associados -, têm vindo a intensificar junto da opinião pública, induzindo comportamentos alarmistas, o que lamentamos, particularmente por vir de quem tem a obrigação de conhecimento.
Em suma, os bombeiros estão melhor agora com a criação desta Associação Humanitária? Se sim, porquê?
Com certeza. Este é o caminho mais acertado para uma prestação de socorro mais efetiva aos cidadãos e porque vai permitir à autarquia investir e disponibilizar os meios necessários para que o corpo de bombeiros funcione com as melhores condições possíveis.
 
Uma parte da entrevista foi publicada no jornal "o Crime" na edição desta semana
Escrito por: Nuno Sotto Mayor

domingo, 19 de maio de 2013

"Projecto Transparência" quer revolucionar a limpeza das estradas em Portugal




A empresa italiana "Sicurezza e ambiente", apresentou na SEGUREX 2013 um serviço inovador de limpeza de estradas que pós-acidentes recolhe os resíduos líquidos e sólidos evitando que outros aconteçam. O objectivo deste produto é reduzir a sinistralidade rodoviária, não esquecendo o ambiente.  Depois de ser testado em Itália, onde teve bastante sucesso, chega agora a Portugal. A primeira autarquia a assinar o protocolo foi a de Odivelas. Esta máquina foi produzida a pensar nas concessionárias públicas e privadas que têm como principal função manter  as vias em bom estado de conservação após um acidente evitando, assim, o empenhamento de outros meios que sejam necessários em outros locais, designadamente dos bombeiros. Trata-se de um sistema único de lavagem com um motor integrado, sendo o módulo adaptável a três tipos de veículos (moto, carrinha e reboque). É o resultado de cinco anos de trabalho, pesquisa e desenvolvimento que não esqueceu as problemas ambientais. Em declarações ao semanário "O Crime", o director-geral da empresa em Portugal, Giovanni Deleo referiu que “quando este produto começou a ser usado em Itália o número de acidentes reduziu, por exemplo, em Roma, antes do serviço, 25% dos acidentes eram provocados por resíduos que ficavam do rescaldo dos acidentes provocando outros. Desde que entrámos no mercado o número reduziu significativamente". 
Passos da Lavagem
O nosso jornal assistiu a uma simulação feita por dois técnicos especializados desta máquina inovadora que entra agora nas principais cidades. Cinco minutos chegaram para voltar a devolver à calçada a sua cor original. Para iniciar o teste foi deitado óleo no chão, seguiu-se uma pequena aspiração, para que o óleo não alastrasse. Depois foi utilizado um produto biodegradável que sai em forma de jacto para amolecer ainda melhor o óleo permitindo assim que, depois da limpeza, o pavimento volte a ter propriedades aprazíveis.  Os passos finais são feitos com a ajuda do aspirador que foi usado de início e que permite recolher pequenas partículas de resíduos que poderão não ter sido absorvidos na outra fase. No final, o chão é seco evitando assim que ocorra outro acidente. "O Crime" falou com os técnicos envolvidos nesta operação que consideram "que o melhor piso para fazer este tipo de operações é mesmo o alcatrão. Porém se for em pavimentos que tenham calçada ou em estradas de terra o trabalho, embora mais complicado, faz-se na mesma".   

Escrito por: Nuno Sotto Mayor e publicado no jornal "o crime" esta semana



Destaques do jornal "o Crime"

Esta semana no jornal "o Crime":

-Dizem que Passos Coelho batia na mulher;

- Juíza e filha do homem que assassinou o genro é que pode pedir a indemnização ao pai a favor da filha;

- mais um escândalo sexual na Igreja da Madeira;

Estes e outros temas para ler na edição desta semana do jornal "o Crime".
Nas bancas à quinta-feira.

Santuário Seguro


Os caminhos da fé levaram milhares de peregrinos ao Santuário de Fátima para celebrar mais um 13 de Maio. Como a afluência é muita, todos os anos é activado um dispositivo de segurança que envolvem todas as autoridades entre forças de segurança e Protecção Cívil para prevenir incidentes e auxiliar os fiéis.

Cerca de 300 mil pessoas rezaram e pagaram as suas promessas no recinto do Santuário de Fátima nas comemorações alusivas ao 13 de Maio que decorreram neste início de semana. A pensar nos peregrinos que vêm de vários cantos do país e de outras partes do mundo, todos os anos é montado um dispositivo de socorro para os auxiliar. Este ano não foi excepção e realizou-se mais uma operação que envolveu muitos meios da Protecção civil, da GNR e da Cruz Vermelha Portuguesa e  INEM que teve início as 14 horas do dia 11 e terminou as 16h30 do dia 13 de Maio.
Segundo dados do Comando distrital de operações de socorro (CDOS) de Santarém no total desta operação registaram-se 151 ocorrências de registo leve, 2 ocorrências graves de emergência pré hospitalar, 25 emergências de âmbito leve que foram assistidas no hospital de campanha  montado junto ao Santuário de Fátima, 1277 assistências de primeiros socorros a peregrinos, 47 apoios a peregrinos que se perderam e 1 registo de um pequeno incêndio num caixote do lixo.
Em declarações ao semanário “O Crime”, o Comandante operacional distrital de Santarém, Joaquim Chambel referiu que “o balanço é extremamente positivo e que tudo correu como o previsto. Esta operação foi adequada às necessidades operacionais que uma operação destas exige e que todos as forças envolvidas neste dispositivo estiveram bem articuladas”.
Nesta operação estiveram envolvidos segundo o comandante do CDOS 238 operacionais, 76 veículos, 3 postos de Socorro, onde se inserem operacionais da Autoridade Nacional de Protecção Cívil, os 28 corpos de Bombeiros do Distrito de Santarém, equipas do INEM, Cruz Vermelha Portuguesa, Câmara Municipal de  Ourém, Agrupamento de centros de Saúde do Médio Tejo, Escola Superior de Saúde do Vale do Ade e a GNR com um dispositivo próprio) para além de um hospital de campanha.
Peregrina atropelada a caminho de Fátima
Um homem de 26 anos atropelou uma peregrina no passado domingo na localidade de Santa Catarina da Serra, na estrada municipal 593 que liga Leiria a Fátima.  Depois do atropelamento colocou-se em fuga, mas depois mais tarde foi identificado pela GNR de Leiria.  A vitima sofreu apenas ferimentos leves segundo informaram a GNR em declarações públicas.
Operação Fénix
A GNR  esteve envolvida nesta operação, mas com um dispositivo  próprio e segundo dados revelados no site da instituição durante os dias da operação registaram-se
6 pessoas desaparecidas, posteriormente localizados, encaminhados e entregues, por esta Guarda, aos respectivos familiares ou grupos correspondentes, 12 pessoas identificadas, 9 pessoas assistidas, posteriormente encaminhadas para a ANPC, 4 autos de contra-ordenação por venda ambulante, 2 furtos de carteiras, 16 extravios de carteiras, 5 carteiras recuperadas, das quais 4 foram entregues aos proprietários, 1 furto de telemóvel e 4 acidentes de viação, só com danos materiais.

Escrito por: Nuno Sotto Mayor e publicado esta semana no jornal "o Crime"

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Aos 3 anos viu o pai matar a mãe


"O pai fez mal à mãe da Laurinha" Foram as primeiras palavras que a menina disse aos familiares quando foi encontrada numa outra divisão da casa e com um hematoma na cabeça. Estava com as mangas do pijama molhadas e extremamente nervosa.

"Porque é que ele fez aquilo à minha sobrinha! Se ele se queria matar porque não se matou só ele" estas foram as palavras que Cremilde, tia de Ana Oliveira proferiu junto à vivenda, visivelmente emocionada e incrédula como a sobrinha foi encontrada morta.  
O "Crime" esteve no local e conta como tudo aconteceu: o alerta que algo de estranho se passava  foi dado por parte do patrão de Paulo Martins que estranhou o seu atraso pois, não era normal. Decidiu ligar para o pai e perguntar pelo mesmo. Este disse que não sabia e decidiu ligar. Como não atendeu  foi até à vivenda, onde morava  e como viu tudo fechado estranhou. Chamou a GNR que arrombaram a porta. Lá dentro a casa estava toda revirada deparando-se  com  Ana afogada na banheira e partes da casa cheias de sangue incluindo a casa de banho. Minutos depois foram ao anexo da casa,que servia de garagem encontrando Paulo enforcado junto ao carro. As chaves e os documentos estavam no tablier da viatura.  No local estiveram os bombeiros municipais de Salvaterra de Magos, o INEM, a GNR e a PJ que tomou conta da ocorrência, uma vez que, é da sua competência.
Ana, actualmente estava desempregada e Paulo trabalhava num armazém de uma das maiores empresas que vende materiais de construção - Quitérios.  Eram casados pelo registo civil há cerca de cinco anos, mas há muito que o casamento não estava a correr bem e dormiam em quartos separados há três anos.
Segundo relatou a tia de Ana ao nosso jornal " ela tinha entrado com o processo de divórcio e apresentou queixa por violência doméstica na GNR da qual eu fui testemunhar a favor dela. Acrescentou ainda " desde que a filha nasceu a relação deles mudou e o Paulo nunca mudou uma fralda à menina. Aliás, a Ana contava que já estava farta de viver assim e que queria paz, mas nunca contou que ele lhe batia agora o que se passava dentro de portas nós não sabemos".
Queixas por violência Doméstica
Fonte familiar, que pediu para não ser identificada, contou ao "Crime" que " a primeira  queixa contra o Paulo foi apresentada em Santarém no Gabinete de Apoio à Vitima. Esta por sua vez,  informou à Comissão de Protecção de Menores de Salvaterra que chamou a mãe e a menina. O que ele encontrou em casa foi o processo de pedido de apoio judiciário para o divórcio que estava dentro de uma pasta castanha.  Para além disso, a Ana deu entrada por várias vezes ao Hospital de Santarém para ser vista por psicólogos devido ao seu estado".  
Namoro arranjado
Apuramos  junto dos familiares de Ana que Paulo foi o seu único namorado e o namoro começou quando ela trabalhava numa loja de roupa. Ele era irmão da colega e na altura tinha terminado o relacionamento com outra pessoa. Namoraram durante algum tempo e decidiram dar o nó. Desta relação nasceu Laura de 3 anos que terá assistido a tudo.
 "O pai fez mal à mãe da Laurinha"
 Foram as primeiras palavras que a menina disse aos familiares quando foi encontrada numa outra divisão da casa e com um hematoma na cabeça. Estava com as mangas do pijama molhadas e extremamente nervosa.
As suas palavras, levaram os inspectores da PJ a colocarem a hipótese de a criança ter assistido à morte da mãe. Laura foi acompanhada  por uma prima até ao hospital de Santarém, onde fez alguns exames sendo logo, accionado uma psicóloga que a acompanhou  O nosso jornal sabe que na noite do crime  a criança passou a noite na unidade hospitalar por precaução e que mais tarde confessou ter visto.
Familiares de Paulo inconsoláveis
"O crime" chegou à fala com os familiares de Paulo Martins , designadamente a sua mãe, mas esta disse "eu não estou em condições nem físicas nem psicológicas para falar e antes que diga alguma coisa que não deva prefiro não dizer nada". Até ao fecho da nossa edição não obtivemos quaisquer declarações por parte do irmão de Paulo Martins, Augusto Martins que vivia próximo dele.
"Nunca esperávamos tal coisa do Paulo"
Estas foram as palavras de uma colega de trabalho de Paulo Martins que com as lágrimas no rosto, em declarações ao nosso jornal disse " ainda não estou em mim e em tantos anos que trabalhei com ele não vi nenhuma agressividade vinda da parte dele. Agora o que eu sabia era que ele não estava bem com a mulher dele e mais não sei dizer". 

Escrito por Nuno Sotto Mayor e publicado no jornal "o crime" na semana passada

sábado, 6 de abril de 2013

Numero de Suicidios aumentam nas prisões

A cada ano que passa o número de suicídios nas prisões portuguesas é maior e só entre 2008 e 2009 aumentou mais de quinze vezes. Há organizações que defendem que alguns dos homicídios ocorridos nas prisões são classificados como sendo suicídios. No ano de 2012, o número de suicídios duplicou e até Novembro já estavam registados 16, em contraponto com os dados de 2008, em que ocorreram apenas sete.

Em 2009 um suicídio ocorreu no Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL) com um jovem de nacionalidade francesa que foi encontrado morto no interior da cela. O jovem encontrava-se afastado da família e muito solitário, mas ao contrário do que acontece nos outros casos suicidou-se por enforcamento.
Fonte policial na época referiu que “não ocorreu qualquer falha na segurança e que quando um preso quer por termo à vida qualquer objecto serve”.
Para a Associação Contra a Execução pelo Desenvolvimento (ACED), presidida por António das Dores “os problemas de saúde mental têm elevada prevalência nas cadeias e o acompanhamento próximo de casos de risco exige muitos recursos e formação do pessoal”.
Nalguns casos os apelos chegam já tardiamente. As associações de defesa dos reclusos defendem que há
suicídios relacionados com o consumo e tráfico de drogas em ambiente prisional. As dívidas e o medo de
represálias, bem como as lutas entre gangues levam alguns reclusos a tomarem este tipo de decisões.
Sempre que há suspeita de que uma morte tenha contornos de homicídio é necessário a intervenção dos agentes de investigação criminal. Na prisão a lei é a mesma. Mas a capacidade de investigação é muito mais reduzida

Publicada no jornal o Crime esta semana na edição nº 1601